O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 24/08/2019
O livro “depois daquela viagem” é uma autobiografia da escritora Valéria Piassa Polizzi, que narra sua vida após ter sido contaminada com uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), aos 16 anos. De mesmo modo, pode – se notar essa realidade na vida de muitos jovens brasileiros, tendo como principal obstáculo no combate às Doenças Sexualmente Transmissíveis a desinformação e junto a esse problema existe o preconceito em relação às pessoas infectadas. Sendo necessário trabalhar a empatia e humanização na sociedade.
A priori, o Ministério da Saúde mostra que 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como sífilis, HPV, gonorréia e herpes genital. Isto posto, nota – se que um grande impasse que dificulta a eliminação dessas doenças entre os jovens, principais afetados, é a perda do medo, gerando nessa faixa etária uma tranqüilidade errônea e consequentemente um descaso na hora de se relacionarem, ou seja, sem o devido uso da camisinha. A vista disso faz – se necessário a divulgação da importância da camisinha, que impede tanto uma gravidez indesejada como também evita contágios de infecções. Além disso, é imprescindível alertar os jovens sobre os testes de HIV, doença altamente perigosa que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 9 milhões de pessoas no mundo portam a doença sem saber.
Deve – se aborda, ainda, que o primeiro caso de AIDS, doença sexualmente transmissível, foi diagnosticado nos Estados Unidos na década de 1980, segundo a OMS. Visto que não tinha estudos aprofundados sobre a doença à sociedade olhava para uma pessoa infectada associando - a imediatamente a morte, gerando assim um preconceito a esse grupo que prevalece até hoje no Brasil. A vista disso, o individuo com uma DST tende a se isolar e junto a isso vem à depressão, que não apenas agrava o estado da pessoa com a doença, mas também corrobora para pensamentos suicidas, pela não aceitação social. Além dos sintomas adversos da doença e do tratamento que afeta não só o corpo, mas a mente do indivíduo, como doenças neurológicas.
É mister, portanto, que o Estado juntamente com Ministério da Saúde possa alerta através das redes sociais, por ser um canal mais próximo dos jovens, sobre o aumento das doenças sexualmente transmissíveis e sua gravidade, para que dessa forma essa faixa etária adote uma conduta sexual mais responsável. . Ademais, que os docentes possam conscientizar os alunos nas aulas com indicação de livros como o da escritora Valéria Piassa Polizzi e ainda organizar mini curso em praças públicas para a sociedade compreender sobre as dificuldades de uma pessoa com DST, e juntos trabalhar o preconceito e entender a importância de ter empatia com o próximo.