O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/05/2019
Basta olhar para um passado próximo, anos 80 e 90, por exemplo, período este em que muitos famosos morriam de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), como o cantor nacional Renato Russo, que teve a morte como consequência da AIDS que o mesmo contraiu. Nessa época, pode se constatar a falta de informação e tecnologia médica, já hoje, o acesso a informação é vasto e ainda assim, os jovens brasileiros tem práticas contraditórias quando se fala de relações sexuais e o cuidado que as envolvem.
Sabe-se que o uso de preservativos é a forma de proteção mais efetiva contra as doenças sexualmente transmissíveis, porém, o projeto “Este Jovem Brasileiro” apresentou dados preocupantes coletados com 6000 jovens de 12 a 17 anos. Destes, 71% não fizeram uso do preservativo em sua primeira relação sexual e 54% ainda não o usa regularmente. Tal pesquisa mostra a falha do sistema brasileiro de saúde, da falta de divulgação dos riscos das doenças e da importância de se usar preservativos. A falha, porém, não é só do estado.
Deve-se analisar portanto, a mídia e o fator impactante dela na vida digital do jovem. É um fato que, atualmente, as DSTs e seus perigos deixaram de ser assuntos recorrentes, porém, sempre há notícias dos avanços médicos contra o HIV, vírus causador da AIDS. Consequentemente, a união desses dois fatores leva o jovem a desprezar a doença, a perder o medo, já que “hoje ninguém morre de AIDS”, e com isso, o uso de preservativos se torna cada vez mais obsoleto. Mas, o problema da falta de divulgação se agrava ainda mais, pois, há outras diversas DSTs, como a sífilis e a gonorreia, quais também tem como método de proteção a camisinha (preservativo).
Pelos fatos supracitados, torna-se claro que algo tem de ser feito para que mudanças ocorram nesse cenário. O Ministério da Saúde junto com os principais meios midiáticos brasileiros tem de reforçar as propagandas e dar mais foco as notícias que envolvem as DSTs e o perigo da falta do uso do preservativo, além de expor as outras doenças, não só a AIDS. Palestras de conscientização em escolas, incentivo a conversa entre pais e filhos, professores e alunos, também são essenciais, tanto para o conhecimento, quanto para quebrar o tabu que há sobre o sexo e os cuidados que o envolvem.