O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/05/2018
É indubitável que o crescimento da depressão entre os jovens é frequente ponto de preocupações, debates e aspectos inferiorizantes no Brasil. Desde a época da Idade Média, quando o transtorno depressivo maior era visto como uma espécie de preguiça e, por conseguinte, era pecado, e as pessoas, inclusive, mancebos poderiam ser punidos fisicamente, pela Inquisição, o impasse a partir de então persiste. Visto que, hodiernamente, a depressão ainda é alvo de intolerâncias e vista como a doença da indolência pelo meio social brasileiro, principalmente, no segmento coletivo juvenil. Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas provenientes do período medieval e a insipiência, além do desrespeito oriundo da sociedade atual dificultam a resolução da questão.
Considerando-se a vasta miscigenação de raças, falta de orientação sobre as doenças mentais por parte dos profissionais de saúde para a população e até mesmo nas instituições de ensino, as quais lidam com diversos problemas gerais, com os alunos, como bullying e racismo, discriminações que causam depressão, geralmente, acompanhada de sentimentos suicidas, é de grande percepção que a nação, atualmente, abrigue extensa pluralidade e desconsideração no que se refere à prostração, já que é mal vista por muitos cidadãos e pouco discutida no âmbito sociável.
Além disso, a ausência de empatia por parte dos responsáveis em relação aos estudos dos jovens, sobretudo, quando esses estão perto de prestar vestibulares contribuí para que haja depressão ou progresso dessa em menores que já passaram por esse transtorno mental. A Biologia nos mostra com Darwin que nem sempre é o mais forte quem sobrevive, mas aquele que melhor se adapta a novas situações. Nesse ínterim, é possível afirmar que enquanto os pais e a coletividade não se adaptarem a respeitar e, aliás, tentarem compreender que a depressão é uma doença que pode levar uma pessoa a sérios problemas como pensamento mortal se não for tratada não haverá mudanças e diminuição dessa problemática.
Convém, desse modo, ao Ministério da saúde promover, com uma parcela dos impostos públicos fornecidos pelo Governo, palestras nas escolas públicas e privadas para os pais e os alunos com psiquiatras e psicólogos sobre a depressão e de como procurar ajuda nesses casos em que a tristeza diária e pensamentos incômodos perduram .Ademais, esse órgão deve disponibilizar cartilhas informativas, dadas por médicos e enfermeiros, sobre a depressão para os pacientes dentro dos hospitais para que, assim, esses saibam que a saúde mental também precisa ser cuidada e tratada, igualmente, com crianças e adolescentes. Afinal, um país que herdou problemas históricos da Idade das Trevas no que concerne a depressão é digno de boa saúde mental entre todos os indivíduos.