O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/11/2017
Durante a segunda geração do Romantismo, denominada Ultrarromântica, os sentimentos de melancolia, depressão e fuga da realidade eram temas muito utilizados nas obras literárias, pois representavam a subjetividade dos autores daquela época. De forma análoga, tem se observado o aumento de quadros depressivos no país, acompanhados pelo isolamento social e suicídio entre os jovens. Desse modo, é preciso que as causas do problema sejam entendidas e que haja um tratamento eficiente para essas vítimas.
De acordo com o sociólogo Karl Marx, o homem é por natureza um animal social. Nesse sentido, ao ser observado o isolamento do indivíduo em seu meio, pode-se identificar um sintoma de depressão, pois a falta de ânimo para a realização de atividades que envolvam a socialização é comum a jovens depressivos. Por conseguinte, quando associada à instabilidade emocional, a preferência do indivíduo pela solidão interfere nas suas amizades e até mesmo nas relações familiares, podendo intensificar o problema. Sendo assim, é necessário informar a população quanto aos fatores que podem desencadear esse mal nos indivíduos.
Em segundo plano, percebe-se que a depressão é atingida principalmente pela juventude, sendo comuns os pensamentos suicidas. Segundo estatísticas médicas, 20% dos jovens depressivos correm o risco de sofrer com distúrbios psíquicos e variações de humor, como transtornos de bipolaridade, euforia e insônia. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já previa, desde o ano 2000, que 15% dos trabalhadores teriam empregos abandonados por conta da doença. Isto aconteceria devido os comportamentos depressivos prejudicarem não somente o bem-estar emocional dos indivíduos, mas também limitarem a execução de suas atividades cotidianas. Logo, é preciso identificar o perfil desses jovens e oferecer-lhes assistência médica especializada em doenças mentais.
Infere-se, portanto, que o aumento da depressão entre os jovens deve ser contido. Isto será feito com ações das Secretárias de Educação, em parceria com as mídias de amplo acesso, como a televisão e a internet, nas quais serão realizadas campanhas educativas em todo o país, estando presentes a comunidade escolar, incluindo pais e responsáveis, que serão informados acerca da depressão, desde causas a cura, a fim de que o entendimento da doença possibilite sua prevenção. Ademais, serão necessários investimentos do Ministério da Saúde, por meio do no Sistema Único de Saúde (SUS), em centros especializados para o tratamento da doença, estando inclusos profissionais da saúde, como psicólogos e psiquiatras, que façam o diagnóstico e o acompanhamento periódico dos jovens com depressão, para que a oferta de qualidade de vida seja possível para todos os brasileiros.