O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/10/2017
Em análise à teoria do estado de fluxo de Heráclito de Éfeso, importante filósofo da Grécia Antiga, infere-se que a vida humana está em constante processo de mudança. A sociedade atual passa por um processo de modificações demasiadamente acelerado, seja no ritmo do trabalho ou até mesmo nas relações interpessoais, o que acaba por levar à depressão quem não for capaz de se adaptar rapidamente.
O físico Isaac Newton definiu inércia como a tendência de um corpo a permanecer em seu estado inicial, a não ser que uma força o tire de seu comportamento de partida. Analogamente, é possível observar a depressão como uma tendência ao isolamento social, devendo partir de um membro da comunidade alguma ação que provoque a interrupção dessa prática.
Apesar do distanciamento físico das demais pessoas, o portador de comportamento depressivo continua expressando sua essência de ser social, tornando-se dependente das inovações tecnológicas disponíveis no ambiente virtual, a fim de procurar ajuda, mesmo que o ambiente cibernético nem sempre seja o ideal. Abordando o filme “Ela”, do diretor Spike Jonze, é possível notar essa relação, quando o protagonista, que passa por problemas emocionais, transforma um sistema operacional inteligente em seu confidente, a ponto de chegar a se apaixonar por ele.
Segundo a OMS, saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, o que remete à importância da depressão ser considerada uma questão de saúde pública. Além de afetar o próprio ser que a possui, esse quadro é sistêmico, afetando as pessoas ao redor, como família e amigos, podendo ser comparado ao câncer, em que células cancerígenas podem afetar diversos tecidos próximos ao local de origem da doença.
Faz-se mister, portanto, a atuação de ONGs na criação e difusão de grupos de apoio aos depressivos, possibilitando assistência especializada aos mesmos e reduzindo a procura de ajuda por pessoas ou meios inadequados para a situação. Outrossim, é imprescindível a distribuição de cartilhas, digitais ou tradicionais, por intermédio do Ministério da Saúde, que informem como avaliar os sinais de depressão e como agir inicialmente, encaminhando a pessoa às instituições competentes.