O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2017

O “mal do século”, termo como ficou conhecida a segunda geração do romantismo no Brasil, fazia referencia ao caráter melancólico e pessimista dos autores da época. No século XXI, no entanto, o termo é dado a um transtorno de humor que tem crescido entre os jovens e adolescentes no país, a depressão, e que merece atenção, por se tratar de uma doença que não é muito debatida.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde a depressão tem adquirido a forma de epidemia, devido aos números cada vez maiores de pessoas, de todas as idades, que manifestam o problema, o qual pode, tanto incapacitar e prejudicar a qualidade de vida, quanto levar a resoluções drásticas, como o suicídio. Além disso, por se tratar de uma enfermidade multifatorial, associada a fatores econômicos, biológicos, sociais ou familiares, ainda há impasses nos diálogos sobre o assunto.

Nesse sentido, as oscilações de humor, a tristeza e todos os demais sintomas decorrentes disso, são banalizados e tratados como “frescura” ou “falta de fé”, por exemplo. A apologia ao termo em páginas de humor de redes sociais, tão comuns no cotidiano de jovens, exemplificam, também, a carência de um debate mais sério sobre o assunto.

Diante desse cenário problemático, faz-se necessário ampliar os cuidados e a atenção com essa enfermidade, a fim de minimizar os impactos sobre a vida das pessoas que convivem com a depressão, assim como preveni-la na sociedade. É mister que o estado a considere um problema de saúde pública e informe a população como tratá-la, através da criação de programas populares de diálogos em unidades de saúde, escolas e universidades, facilitando o contato de profissionais com a sociedade, além da capacitação de educadores que proponham diálogos entre pais e alunos, auxiliando na identificação de sintomas e na resolução desses.