O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/10/2017

‘‘Você já se sentiu como se já tivesse sido enterrada seis pés debaixo da terra. Gritos, mas ninguém parece ouvir nada’’. A letra da música ‘‘Firework’’, da cantora Katy Perry, faz alusão à realidade de pessoas depressivas que sofrem com os efeitos da doença. No Brasil, o excessivo crescimento de quadros depressivos, principalmente entre jovens, é um problema preocupante que afeta diversos setores sociais causando desânimo e sofrimento. Logo, esse crescimento prejudicial deve ser contido e essa doença incapacitante, tratada e evitada, tornado a realidade dos jovens antagônica à música.

A depressão resgata o sentimento ultrarromântico de melancolia e altera a vida dos enfermos, no entanto, como, segundo Mário de Andrade, ‘‘o passado é lição para se meditar, não para se reproduzir’’, não é saudável que esse abatimento permaneça na sociedade. Essa realidade epidêmica é tão preocupante que foi tema anual da OMS (Organização Mundial da Saúde), a qual pretendeu incentivar a busca por ajuda e informar acerca de tratamentos e prevenções, ajudando a diminuir o preconceito a doenças mentais e, também, evitando desconhecimento do público em geral. Ações como essa e o ‘‘Setembro Amarelo’’ de valorização à vida são de grande importância para a sociedade e devem ser mais frequentes, prevenindo  aumentos nocivos de casos.

Além da falta de conhecimento acerca da doença, as pressões familiares e sociais sobre os jovens também colabora para a elevação dos quadros. Conforme o dominicano Henri Lacordaire, a sociedade não é mais que o desenvolvimento da família. Nesse sentido, a convivência de 18,4% da população brasileira com a depressão decorre de pressões por questões como vestibular e sexualidade, de uma criação em meio a conflitos e, também, da genética que torna a pessoa mais propensa a desenvolver a doença. Então, as instituições que podem interferir no desenvolvimento familiar e aprimorá-lo devem fazê-lo, pois, segundo Mandela, ‘‘deve-se promover coragem onde há medo e inspirar esperança onde há desespero’’, evitando fins desastrosos como uma vida incapacitante ou o suicídio.

Dessarte, medidas são necessárias para alterar essa realidade prejudicial e melhorar a vida dos jovens brasileiros. Sendo assim, é preciso que o Ministério da Saúde realize campanhas nos canais midiáticos informando formas de prevenção, tratamentos e locais onde pode-se buscar ajuda, como o Centro De Atenção Psicossocial (CAPS) e a Unidade Básica de saúde (UBS), visando restabelecer a saúde dos enfermos e evitar novos casos. Outrossim, as escolas, faculdades e empresas devem disponibilizar em seu corpo funcional profissionais da área de saúde mental e, também, necessitam realizar ações informativas, palestras e discussões sobre sinais, fatores de risco e tratamentos, com o intuito de retirar o preconceito e incentivar a busca por ajuda.