O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/10/2017
Luta contra o mal do século
Durante anos, devido a subjetividade do sintoma clínico da depressão, a sociedade, não a considerou como uma doença. Hodierno, sabe-se que a redução nos níveis de serotonina nas terminações nervosas, podem desencadear um quadro depressivo. Logo, é inadmissível não valorizar a gravidade dessa doença. Nessa perspectiva, torna-se primordial uma ação conjunta da sociedade e do Estado para impedir o aumento dessa enfermidade, principalmente, entre os jovens.
Em primeiro plano, observa-se uma pressão do ambiente sobre os adolescentes. Sem dúvida, a expansão de uma sociedade consumista, os condiciona a ser bem sucedidos para ter bens materiais , deixando em segundo plano os laços afetivos com a família e amigos. Certamente, isso é fruto da ausência dos pais, os quais ficam cada vez mais ausente, devido a jornada extensiva de trabalho, não transmitindo, assim, o amor e exemplo que preenche o vazio existencial de seus filhos.
Ademais, a incidência crescente da depressão necessita de mais atenção dos governantes. De fato, a ausência de uma política pública de saúde, agrava a situação desses pacientes, que têm seu tratamento negligenciado pela falta de acompanhamento médico e medicamentos. Decerto, isso ocorre porque fazer investimentos nessa área não terá alto impacto eleitora, além de serem políticas de longo prazo, o que não condiz com os atuais direcionamentos governamentais. Por isso, observa-se um aumento de 705% dos casos de depressão nas últimas décadas.
Fica evidente, portanto, a importância da atuação social e Estatal para frear o avanço desta epidemia. Neste sentido, é necessário que o Governo destine maior investimento, por meio do aumento do PIB destinado a essa área, para aperfeiçoar a atenção básica à saùde construindo clínicas especializadas no tratamento de doenças mentais, afim de auxiliar na luta contra o mal do século que atualmente acomete um quinto da população brasileira.