O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 25/10/2017
Em obras do autor Álvares de Azevedo, escritor da segunda fase do Romantismo, era apresentado situações emocionais como melancolia, medo e angustia exagerada, fase que ficou conhecida nacionalmente como Mal do Século XIX. No entanto, apesar da passagem de dois séculos , sentimentos como esses ainda estão presentes na sociedade, atingindo principalmente os mais jovens, que devido a falta de medidas preventivas e curativas aumenta cada dia mais.
Primordialmente, é válido ressaltar que a falta de procedimentos diagnósticos nos jovens com estados de depressão prejudicam o tratamento. Nesse contexto, relacionando-se ao ideário de Lao-Ze que afirma que: “Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos”, observa-se que a insuficiência de medidas diagnósticas precoces podem acarretar, entre outros fatores, na progressão da doença, uma vez que, o portador da doença não encontra um tratamento adequando. Logo, fica evidente que o problema em questão é uma grande desafio a ser vencido.
Nesse sentido, a doença tende a evoluir gradualmente, impedindo muitos jovens de obterem uma boa qualidade de vida. E, conforme uma declaração o Doutor Drauzio Varella , a depressão atinge cerca de 1% das crianças e 5% dos adolescentes, estatística que comprova a alta prevalência da enfermidade nos jovens. Ademais, quadros de depressão podem gerar outras conjunturas como o uso de drogas e o suicídio, em razão de, ao não encontrarem apoio familiar e médico buscam outras formas de aliviar os sintomas, como aconteceu com o vocalista da banda Norte-Americana Linkin Park , que após anos de depressão suicidou-se.
Portanto, medidas são necessárias para acabar com a depressão entre os jovens. Dessa forma, o Ministério da Saúde deve criar medidas preventivas , por meio de mutirões nas escolas brasileiras , que visem propiciar aos alunos consultas com psiquiatras e psicólogos, para que os estudantes possam ter um diagnóstico precoce. Além disso, o MEC em parceria com as escolas deve promover atividades recreativas aos estudantes de acordo com os seus interesses pessoais, para que possam interagir e não ficarem propícios à doença, além de debates que visem o conhecimento e a aceitação dos mais jovens.