O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/10/2017

O século XX foi marcado pela euforia suscitada pelo ideal de progresso trazido pelas novas tecnologias, como automóvel. No limiar do século XXI, entretanto, essa euforia deu lugar ao fenômeno inverso: a depressão - problema que atinge principalmente a juventude. Com isso, se mostram passivos de discussão os desafios enfrentados, hoje, no que se refere ao aumento dos casos de depressão entre jovens no Brasil.

Primeiramente, cabe pontuar que a imposição de padrões rígidos trazidos pela modernidade é uma das razões do problema. Essa imposição caracteriza-se principalmente pela ação da Indústria Cultural, objeto de estudo dos filósofos Adorno e Horkheimer, que estabelece padrões de consumo a serem seguidos pela sociedade, por meio do uso dos meios de comunicação e de propagandas massivas. Sob esse viés, jovens, que não alcançam esses padrões muitas vezes idealizados, tornam-se frustrados e entram em depressão.

Outrossim, a ausência de um debate franco sobre esse tema pelas autoridades com a sociedade se mostra como um fator relevante da problemática abordada. Segundo Francis Bacon, “O conhecimento é poder”. Nesse sentido, a falta de um conhecimento verdadeiro sobre as causas e os efeitos da depressão por parte da população em geral faz com que dificilmente os indivíduos possuam os mecanismos necessários para combater essa doença. Prova disso são os dados da BioMed Central, segundo os quais o Brasil é o terceiro país mais deprimido do mundo.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. À mídia, em parceria com o Ministério da Saúde, cabe divulgar, por meio de campanhas veiculadas pelos principais meios de comunicação, informações sobre modos de se prevenir e de se tratar a doença. Ademais, as instituições socializadoras – família e escola – devem abordar esse tema no cotidiano, por meio de debates e palestras, para que os jovens afetados pela depressão possam procurar por ajuda especializada.