O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/10/2017

Ao longo da história da psiquiatria, o termo “melancolia” era estudada por filósofos, religiosos e médicos. Com o avanço do conhecimento científico, a partir do século XIX, a palavra depressão entra nos anais da medicina. Atualmente, o crescimento dos quadros depressivos nos jovens brasileiros, surge como fator preocupante para uma possível epidemia. Com isso, medidas que alterem essa situação devem ser adotadas.

Hipócrates - o pai da medicina - foi o primeiro a considerar características mais abrangentes da depressão, e não apenas como fatos isolados de tristeza ou angústias. No mundo contemporâneo evidencia-se atentar para os sinais e sintomas psicossociais nessa faixa etária. Diante disso, a família tem sido destaque, devido a observação dos profissionais da falta de comunicação e desinteresse na rotina dos filhos, sejam estes por motivos do cotidiano familiar ou desconhecimento dessa doença.

Outrossim, vale ressaltar a defesa de Bauman ao citar sobre a “sociedade líquida” na busca incessante da felicidade. Dentro dessa lógica, tem sido grande fonte de pesquisas o uso excessivo das redes sociais, sendo esses um dos causadores do isolamento e a manifestação de insatisfação quando compara-se a própria vida com o mundo digital de outros adolescentes.

É necessário, portanto, que a depressão juvenil seja pauta constante nas Escolas com o apoio de psicólogos. Dessa forma, incluir uso de cartilhas de orientação e debates entre alunos, professores e os pais, com o intuito de conscientizar através de tópicos como conceito, precauções e tratamento. Logo, o que Nelson Mandela descreveu sobre a educação ser a cura para o mundo, é notório.