O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/10/2017

A afirmação do filósofo Freud, “o pensamento é o ensaio da ação” traduz, em poucas palavras, a situação psicológica que vários jovens brasileiros enfrentam nos últimos anos. Em decorrência do Brasil ainda ser um país emergente, ou seja, ausência de estrutura na educação, emprego, entre outros, e pela grande demanda de pessoas em busca do mesmo futuro promissor, resulta na produção de jovens, de todas as classes, depressivos e sem objetivos.

A crise financeira que o país tem passado nos últimos tempos, diminui a quantidade de empregos ofertados, em comparação à numerosa população jovem que precisa adentrar no mercado de trabalho para fazer a economia fluir. Enfrentamos aquilo que Marx denomina de “a luta de classes”, onde a história de cada sociedade até nossos dias foi somente a história da luta de classes.

Os jovens, privilegiados, de classes mais altas, são pressionados a manter o padrão de vida das famílias, fazendo-os de escravos escolares, entrarem nas melhores faculdades, nos cursos de maior prestígio, sem direito a diversão e liberdade de escolha, desde a infância, em alguns casos. Já a falta de estrutura escolar que atinge os alunos nas classes mais baixas da sociedade, frusta os sonhos desses que almejam chegar em outros níveis sociais de maior qualidade. Ou seja, a pressão social que sobrecarrega os jovens brasileiros, cria pessoas que, apesar dos grandes sonhos, poucos são os resistentes ás críticas sociais.

Logo, precisamos mudar a realidade depressiva em que vivemos. O Governo tem como dever melhorar a educação pública dos alunos carentes, além da ampliação de cotas, para que a competição por vagas nas universidades seja justa entre as classes, assim como cada estado deve oferecer benefícios aos empresários que contratarem jovens aprendizes, para assim haver uma maior demanda de oferta em relação à procura por emprego.