O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/10/2017

Já afirmava Claude Lévi-Strauss “O mundo começou sem o homem e poderá acabar sem ele”, nessa perspectiva a sociedade presencia um paradoxo, a empatia em contrapartida a empáfia. Dessa maneira, surge a problemática do aumento da depressão em jovens, a qual persiste, ligada intrinsecamente ao pensamento humano, ora pela ineficácia governamental, ora pela lenta mudança na mentalidade de fração social.

É indubitável que o desamparo estatal seja fator súpero sustentáculo da problemática. Para o eminente filósofo Hobbes, o homem em seu estado de natureza torna-se seu próprio lobo, carecendo de um poder centralizado para ministrar harmonia. De forma análoga, tal pensamento é rompido, haja vista que, o Estado não age coercivamente em praticas funcionais na prevenção da depressão, como por exemplo, a existente falta de psicólogos nas escolas públicas. Não obstante, sem auxílio a patologia agrava-se - o governo não detém o lobo.

Outrossim a lenta mudança na mentalidade de parcela social recrudesce o aumento da depressão. José Saramago, em seu livro “Ensaio sobre a Cegueira”, descreve uma sociedade que paulatinamente se torna cega. Metáforas a parte, é o que se sucede quando a comunidade cega na empáfia, traz a patologia como algo não grave, sendo preconceituosa com os portadores. Todavia, já sem auxilio, os doentes muitas vezes chegam a decisões extremas, como o suicídio.

Infere, portanto, a necessidade de mudanças governamentais e sociais. O Poder executivo, a fim de atenuar a problemática, deve disponibilizar psicólogas em escolas de nível médio e fundamental, em conjunção a inserção de grupos de ajuda e rodas de conversa aberta. Concomitantemente, a família como pilar da sociedade, deve auxilar sua prole em todos os seus anseios.  Já dizia Jorge Amado “A liberdade é como o sol: o bem maior do mundo”, metaforicamente se utilizarmos a felicidade como liberdade, teremos um lobo neutralizado e uma cegueira efêmera.