O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/10/2017
A tristeza faz parte da vida de todas as pessoas, tendo espaço inclusive na literatura ultrarromântica do século XVIII, por exemplo, quando temas como a melancolia e a morte ganharam destaque nos poemas de Lord Byron. Essa infelicidade, associada a outros sintomas, como falta de motivação e distúrbios no sono, pode ser sinal de depressão, doença mental que está crescendo entre os jovens brasileiros. Os fatores que podem desencadeá-la são inúmeros, assim como suas consequências, sendo assim, cuidados devem ser tomados a fim de evitar os males causados por essa patologia.
Para o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos numa “sociedade líquida”, na qual as relações estão cada vez mais frágeis, tornando as pessoas mais solitárias e, portanto, mais suscetíveis à depressão. Além disso, o uso excessivo das redes sociais, principalmente Facebook e Instagram, também é um fator, pois nelas os usuários aparecem sempre felizes e belos, dentro dos padrões impostos pela sociedade. Desse modo, a comparação é praticamente inevitável e pode causar sensação de inadequação e isso pode contribuir para esse distúrbio.
A depressão pode apresentar diversas consequências, inclusive a morte, e, para evitar tais problemas, é preciso que seja tratada de forma adequada. Seu diagnóstico , entretanto, muitas vezes é dificultado graças à falta de conhecimento, afinal muitos veem essa doença como frescura ou busca por atenção, algo totalmente equivocado, assim, essa visão precisa ser mudada. Ademais, a banalização da tristeza e de termos como “deprimido” contribuem para a dificuldade no reconhecimento da doença e daqueles que realmente necessitam de ajuda médica.
As doenças mentais são cada vez mais comuns entre os jovens, logo medidas devem ser tomadas. É importante que a mídia organize campanhas através da Internet e da TV a fim de debater acerca da depressão e suas consequências. Além disso, poderiam ser firmadas parcerias entre o governo e universidade a fim de garantir tratamentos psicológicos mais baratos a partir do trabalho com estudantes de psicologia e medicina. Dessa forma, os jovens teriam mais acesso à informações sobre a doença e à meios de tratamento.