O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/10/2017

Segundo dados da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 21% dos jovens entre 14 e 25 anos se encontram num quadro de depressão. Apesar dos números alarmantes de afetados, a dificuldade na diferenciação entre uma simples tristeza e uma doença psíquica é uma realidade. Portanto, faz-se necessário uma abordagem acerca do assunto,procurando evidenciar suas causas ,especialmente,na fase da juventude.

“Vivemos em tempos líquidos.Nada foi feito para durar”.Esse pensamento de Zygmunt Bauman expressa bem a inconstância das relações sociais na contemporaneidade.Tal situação se expressa,principalmente,nos mais jovens.Nessa fase ocorre o desenvolvimento social e escolar de um índividuo,momento este em que o sujeito busca aceitação em todos os âmbitos.Soma-se a isso a pressão exercida pela sociedade e pela indústria midiática,caracterizada pela excessiva busca da felicidade através de status,corpo perfeito e riqueza. Quando isso não ocorre, abre-se espaço para a frustração e sentimento de impotência.

Outrossim,a questão da depressão se tornou banalizada.Artistas influenciadores de adolescentes escrevem letras romantizando essa doença e “memes”(imagens tidas como engraçadas e muito utilizadas nas redes socias),satirizam a situação com naturalidade.Además o diagnóstico da enfermidade torna-se lento,uma vez que,esbarra na falta de discernimento de alguns,que a confundem com uma simples fase da adolescência ou uma maneira de chamar-lhes a atenção.

Diante do exposto,portanto,medidas são necessárias para solucionar a problemática.A união entre escola e família é viável,discutindo sobre o tema e procurando observar o comportamento dos jovens,buscando aprimorar a sensibilidade para lidar com os doentes e mostrar que eles não estão sozinhos nessa.Palestras com psicólogos e psiquiatras também são boas alternativas,uma vez que estes podem discorrer sobre os sintomas e os possíveis tratamentos.