O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/10/2017
Em 1911, o político britânico Winston Churchill, escreveu para sua esposa que precisaria de um médico se o cachorro negro voltasse, esse termo era usado por ele como metáfora para a depressão, da qual sofria várias crises. Mas, tal enfermidade tem atingido indistintamente várias pessoas e de forma preocupante acometendo muito os jovens brasileiros. Essa faixa etária tem sido mais afetada, em parte, pela forma como a sociedade e os mesmos se pressionam, além do desconhecimento da doença.
Claramente, a busca incansável por uma felicidade característica do mundo moderno é desejo, principalmente, da juventude. Assim, o carro do ano, o status e o dinheiro são algumas das experiências vendidas pelas indústrias culturais, como garantias de sucesso e foram criticadas desde o século XIX pelos filósofos alemães Adorno e Horkheimer. Dessa forma, a busca por tais objetivos, quando não são alcançados, geram um sentimento de fracasso e estresse, grandes contribuintes para desencadear a depressão.
Além disso, é perceptível que ainda há muito estigma em relação à doença favorecendo o seu aumento. Assim, o indivíduo deprimido está enfermo, mas sua falta de interesse pela vida costuma ser vista como preguiça, porém quimicamente há um defeito nos seus neurotransmissores responsáveis pela produção de hormônios, como a serotonina que causa uma sensação de bem-estar. Por consequência, a melhora do paciente é prejudicada pelo desconhecimento das pessoas próximas a ele, cooperando para os índices que apresentam o Brasil como o terceiro país mais deprimido do mundo.
Fica evidente, assim, que a depressão entre os jovens é um problema de saúde pública, fazendo-se necessário dar a devida atenção, para que eles recebam o auxílio que precisam e que não sejam tão cobrados socialmente. Para isso, é fundamental que os meios de divulgação de informações, como a televisão, rádio e internet, abram espaço para os profissionais especializados, psiquiatras e psicólogos, discutirem as características da doença de forma eficaz, por meio de campanhas e divulgações, a fim de esclarecer a população sobre a importância do tratamento da doença. Dessa maneira, será possível a construção de um país com mais qualidade de vida e, consequentemente, de saúde mental.