O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/10/2017

Depressão: o mal do século

A depressão de muitos jovens - entre 15 e 29 anos - tem aumentado nas últimas décadas. O Brasil está em 3º lugar no ranking de depressivos no mundo, isso é evidenciado posto que à falha de estruturação no sistema educacional brasileiro, falta de empatia com o próximo e escassez de diálogo no âmbito familiar.

A inserção de jovens no meio acadêmico têm desencadeado altos índices de depressão, visto que esses são pressionados por suas autoridades institucionais com excesso de regras e cobranças, deixando-os muitas vezes sem saída para o acaso. Um aluno que realizava uma pós-graduação na USP se suicidou em 2017, deixando aos colegas a mensagem “I’m just done” (Para mim, chega) ,cenários como esse em faculdades públicas e privadas ocorrem frequentante por alunos  “esgotados”  não atingirem metas.

Há no ser humano, em seu estado natural, uma necessidade de aceitação, essa muitas vezes não é adquirida em ambientes escolares, acerca disso jovens sofrem “bullying” pelo fato de não estabelecerem padrões impostos pela mídia aceitáveis. Xingamentos, brigas e piadas preconceituosas ocorrem rotineiramente em instituições de ensino trazendo à tona aos estudantes não só a falta de identidade, mas também o isolamento desse na sociedade.

Embora o convívio com a família seja indispensável, a falta de comunicação entre pais e filhos atualmente têm se tornado presente. Na era da velocidade, continuamente pessoas estão exaustas e sem tempo de acompanharem o processo de aprendizagem do jovem em casa,  já que, “terceirizam” a educação não levando em conta situações e distúrbios bipolares que o estudante possa passar.

A depressão é apenas uma etapa para um possível suicídio, minimizar esse problema é torna-lo ainda maior. Devemos, portanto exigir de nossos governantes a implementação de salas de psicopedagogos em escolas e universidade; cabe ao Ministério de Comunicação realizar conscientização desse tema tabu na sociedade em ambientes sociais por meio de palestras e cartilhas informativas, além de combater toda forma de indiferença e agressão física e psicológica com o próximo. Ademais, é necessário estimular a instituição familiar ao diálogo com o jovem. Se nada for feito, corremos o risco de incidentes tão ou mais graves como estes em ambientes de ensino.