O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/10/2017
Mal do século
Melancolia. Pessimismo. Negativismo. Se no século XIX essas três palavras seriam associadas à Segunda Geração do romantismo, hoje elas descrevem o quadro depressivo de muitos jovens brasileiro. Com percentuais alarmantes e que só aumentam, trata-se de uma questão extremamente relevante e de saúde pública.
Primeiramente, deve-se observar o aumento da depressão como espelho de uma maior fragilidade emocional dos jovens. Pode-se atribuir esse cenário, em parte, a pais que criam seus filhos de forma exageradamente protetora e sem muito cobrar-lhes. O resultado é a dificuldade na conquista de autonomia e na inserção da vida adulta por esse grupo.
É necessário analisar, além disso, que grande parte da população brasileira, por falta de instrução, não reconhece a depressão como patologia. Assim, uma gigantesca parcela de indivíduos que possuem a doença não recebe tratamento adequado, ou nem mesmo, é diagnosticada corretamente. Iniciativas como Setembro Amarelo tem atuado nesse sentido, no entanto, é essencial que o governo invista ainda mais em campanhas de conscientização voltadas para esse esclarecimento.
É válido, dessa forma, que a sociedade civil se engaje, principalmente dentro dos núcleos familiares para que a transição entre infância e a vida adulta seja antes de tudo, com saúde física e emocional. Por fim, pode-se combater esse novo mal do século com: acompanhamento psicológico nas escolas de ensino médio, uma rede pública com atendimento psiquiátrico eficiente e um Ministério da Saúde empenhado em instruir a sociedade sobre o tema.