O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/10/2017
A depressão atinge muitas pessoas porém, nem sempre é diagnosticada, principalmente quando se fala de jovens. Por não ser muito discutida, muitas vezes seus sintomas não são percebidos. Esta doença gera impactos não só na vida de quem a possui mas, também, em questões de saúde pública e socioeconômicas.
Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, a depressão é uma condição médica frequente e possui prevalência ao longo da vida em, aproximadamente, 15% da população. Muitas vezes seus sintomas são relevados, sendo encarados como preguiça, desânimo ou falta de disciplina. A sociedade não está habituada a discutir e entender o que é esta doença, o que acaba dificultando seu diagnóstico pois, nem sempre, um médico é consultado. Estima-se que, após o primeiro episódio, o risco de recorrência da doença é de 50%, aumentando a cada reincidência.
Os impactos socioeconômicos podem ser percebidos através de incapacidade ocupacional (faltar ao trabalho ou falta de disposição para as atividades), morte prematura, custos com médicos, medicamentos e piora na qualidade de vida. No campo da saúde pública, a depressão gera maior risco de desenvolvimento de outras doenças (como por exemplo diabetes, doenças cardiovasculares e câncer) elevando os índices de saúde, realizando maior número de atendimentos nos postos e aumentando os riscos de suicídio. Muitos não possuem consciência das consequências desta enfermidade e desconhecem o risco de desenvolvimento de outras doenças de forma concomitante.
Para minimizar os impactos, campanhas são importantes, tanto por parte do governo como nas escolas, para a discussão dos sintomas e consequências da depressão.Investir no desenvolvimento e aprimoramento métodos para o diagnóstico é primordial pois, a identificação precoce e o tratamento adequado, pode diminuir as chances de reincidência e melhorar a qualidade de vida da sociedade.