O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/10/2017

O “país do Carnaval” é recordista em casos de depressão na América Latina. De acordo com um levantamento nacional da Universidade Federal de São Paulo, um terço da população brasileira apresenta sintomas de depressão. No ranking mundial, o Brasil ocupa o terceiro lugar em casos da doença que é a principal causa de mortes por suicídio, com cerca de 800 mil casos por ano. Desse modo, é importante que as autoridades brasileiras por meio do MINISTÉRIO DA SAÚDE, atentem para essa questão, a qual está ligada, sobretudo a fatores culturais, econômicos e biológicos.

A adolescência, por ser uma fase crítica devido às intensas mudanças físicas, mentais e no ambiente familiar, os jovens comumente sofrem depressão relacionada à aceitação de sua sexualidade e aparência, o que aponta para a tirania da mídia, como fator preponderante. Para psicólogos e psiquiatras, a depressão pode surgir de diversas formas. Existem fatores genéticos envolvidos nos casos da doença que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. Entretanto, fatores desencadeantes como o estresse decorrente das cobranças, traumas na infância, a morte de alguém, isolamento social ou violência, funcionam como gatilho para crise.

O sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, fala sobre a ansiedade e a angústia que é viver na atual condição sociocultural, marcada por infinitas possibilidades de escolhas e pela falta de solidez e durabilidade. O mundo contemporâneo está cada vez mais complexo. Nesse contexto, os pais devem agir preventivamente, estando mais presentes na vida dos filhos e abrindo espaço para o diálogo. O diagnóstico precisa ser feito com um especialista, já que nem toda medicação para depressão é adequada para essa fase, quando o cérebro, rins e fígado estão em formação A fim de combater a problemática, portanto, é essencial que o Ministério da saúde amplie o número e a qualidade dos centros de apoio psicossocial (CAPS). Ao Ministério do Desenvolvimento Social, cabe a realização de campanhas midiáticas com o intuito de informar como agir em casos de jovens com início de transtorno mental ou mudança de comportamento. Por fim, Implementar palestras e gerar debates nas escolas com os pais ou responsáveis. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará um número menor de Jovens depressivos no país.