O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/10/2017

Baixa autoestima. Humor triste e vazio. Pessimismo. Tendência suicida. Sintomas recorrentes nos últimos anos apontam o aumento da depressão entre os jovens no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente trezentas milhões de pessoas sofrem dessa doença, sendo que cerca de vinte por cento incide em jovens brasileiros. Nesse sentido, é imperativo entender as causas desse problema, ainda silencioso, a fim de combatê-lo.

Em primeira instância, é preciso analisar as relações interpessoais. Nesse sentido, o físico Albert Eistein evidenciou que temia o dia em que a tecnologia superasse as inter-relações pessoais. Hoje, em 2017, observa-se que os indivíduos se encontram, mas não interagem entre si, visto que estão focados em jogos e em redes sociais dos aparelhos celulares. Ademais, a “AVG Technologies” promoveu uma pesquisa e relatou que noventa e sete por cento das crianças e adolescentes brasileiras tem acesso à internet pelo celular. Dessa forma, o cidadão se isola cada vez mais, o que pode contribuir para o aumento da depressão nesse grupo.

Diante dessa acepção, chega-se a uma representativa questão: o sedentarismo. Segundo a revista Época, triste e dois por cento dos indivíduos sedentário são jovens e, conforme o site Escola Psicologia, os indivíduos depressivos têm um forte desejo de ficar na cama, como se houvesse uma “paralisia da vontade de viver”. Esses quesitos demonstram que o estado de espírito desse cidadão promove um gasto energético abaixo do recomendado. Ademais, de acordo com a Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde, a prática de exercícios regulares contribui para o aumento de serotonina e dopamina, neurotransmissores que promovem felicidade e bem-estar. Nessa perspectiva, é natural afirmar que o sedentarismo promove diminuição da satisfação, favorecendo o crescimento da depressão entre os jovens.

Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para minimizar essa problemática. Diante disso, cabe à escola estimular a conversa física entre os alunos, promovendo palestras e entregando panfletos sobre a depressão, seus malefícios e sintomas, de forma a diminuir esse impasse e ajudar no diagnóstico. Tal medida seria efetiva com a ação da família que, a partir de observações e conversas com os filhos, ampliaria o acolhimento desses jovens e, quando necessário, levá-lo a um especialista. Outrossim, cabe ao Ministério do Esporte realizar eventos grátis em praças públicas, com palanques e educadores físicos, voltados para a população tendo como foco o aumento do bem-estar e felicidade nesses indivíduos.