O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/10/2017

Como ficar indiferente diante do atual surto depressivo entre os jovens? Hoje nos deparamos com uma epidemia, de doenças psicológicas, que se alastra entre crianças e adolescentes, os quais estão em uma fase da vida marcada pela fragilidade emocional. Tal fato, que era incomum, se tornou um problema de nível mundial, que se relaciona diretamente com o mercado de trabalho, a família e convívio social.

O jovem nunca se sentiu tão pressionado e inseguro diante da necessidade de ingressar no mercado de trabalho. A competitividade, baseada na ótica do Darwinismo Social, têm levando adolescentes ao desespero diante da necessidade de procurar um emprego que garanta um futuro estável em um mundo que esta encarando uma crise no sistema capitalista. Tal problema contribui para o aumento dos casos depressivos.

Um segundo fator que afeta o emocional de crianças e adolescentes é a ausência da família. A figura dos pais esta cada vez mais distante da vida dos filhos, que suprem esse problema com vícios tecnológicos em uma tentativa falha de preencher o vazio deixado por seus progenitores. Sem figuras tão necessárias o jovem se sente abandonado e deprimido.

O bullying é, sem dúvida, um dos maiores fatores de convívio social que tem levado muitos jovens a depressão e suicídio. Estatísticas revelam que aproximadamente metade dos estudantes brasileiros afirmam terem sido vítimas de violência física, moral e virtual. Ao se deparar com zombarias constantes, que acontecem principalmente no ambiente escolar, o adolescente desenvolve problemas como o complexo de inferioridade.

Diante do desafio de reduzir o aumento de casos depressivos em adolescentes, as empresas devem fornecer mais vagas de jovem aprendiz, o que resultaria em maior segurança ao ingressar em um emprego, e a escola tratar com maior seriedade a questão do bullying, ao ressaltar os malefícios dessa prática, e incentivar a participação da família em projetos educacionais, que mostram a importância de reduzir a barreira existente entre pais e filhos.