O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/10/2017

Desde a segunda geração Romântica, conhecida como “Mal do Século”, pode-se perceber uma arte mergulhada em um sentimento de pessimismo e melancolia como forma de escapar da realidade e dos problemas que assolavam a sociedade na época. Entretanto, hodiernamente, verifica-se que muitas doenças mentais foram se agravando com esses sentimentos, dentre elas a depressão. Nos últimos anos, essa doença tem crescido entre os jovens brasileiros como informa a OMS (Organização Mundial de Saúde), que o Brasil é o país com maior índice desse transtorno na América Latina. Desse modo, deve-se analisar como a pressão pessoal e social vivida pelos jovens e a falta de informação sobre a doença influenciam nessa questão.

Dentro dessa perspectiva, é possível perceber na obra “Modernidade Líquida” de Bauman, que vivemos em uma sociedade fluida devido a inconstância e rapidez em que os processos e as relações sociais ocorrem. Isso se dá exclusivamente com os jovens, pois estão buscando atingir seus objetivos pessoais de forma cada vez mais imediata, procurando alcançar o sucesso nos estudos e ter ascensão profissional. Porém, o problema é que quando percebem que as coisas não acontecem de forma rápida, a maioria dos indivíduos desenvolvem a depressão por conta da frustração e ansiedade de não conquistar o que desejam imediatamente.

Simultaneamente, o desconhecimento desse transtorno por parte da população é um fator que colabora com o aumento de casos entre os adolescentes. Isso acontece porque a falta de informação dos mecanismos biológicos bem como os sinais e sintomas da patologia, fazem com que a sociedade enxergue as pessoas com depressão como fracas, dramáticas e que só estão infelizes porque querem. Com isso, essa enfermidade acaba sendo negligenciada pela população e pelos indivíduos que a têm.

Infere-se, portanto, que a questão do aumento da depressão entre os jovens precisa ser revisada para que o Brasil deixe de ser o país com o maior índice de casos entre esses indivíduos. Em razão disso, as instituições de ensino devem adotar programas como palestras, debates entre os alunos e a inserção de psicólogos no ambiente escolar dando assistência aos jovens e com isso combater a ansiedade e a preocupação para que não sejam tão cobrados socialmente. Ademais, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação e a mídia, devem proporcionar à população campanhas e propagandas através da televisão, da internet e também nas escolas, informando sobre as causas da doença, além dos sinais e sintomas. Assim, o país conseguirá diminuir os casos entre as futuras gerações.