O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/10/2017

Na segunda fase do romantismo, conhecida como “mal do século”, muitos escritores tinham em comum sentimentos de pessimismo, solidão e melancolia. Atualmente, é possível observar um comportamento semelhante na vida de muitos, jovens, brasileiros que sofrem com depressão. Sob essa perspectiva, faz-se necessário explorar as principais causas do crescimento dessa doença, tendo em vista que esse transtorno pode levar até a morte.

Sabe-se que a depressão é causada por uma combinação de fatores biológicos, sociais e psicológicos. Nesse sentido, além da predisposição genética, passada pelos pais biológicos, o estresse, a convivência em grupo, problemas familiares, escolha profissional, relacionamentos amorosos, dentre outros, causam uma grande pressão e ansiedade em muitos jovens, que cedem a um estado de desanimo  e isolamento social. Segundo o sociólogo, Zygmunt Bauman a sociedade vive sobre uma modernidade líquida, em que as relações sociais são fracas e o individualismo tem prejudicado os valores coletivos.

Diante disso, os casos de suicídio vem aumentando significativamente, em conjunto, ao crescimento de jovens depressivos. Faz-se necessário entender que a saúde mental das pessoas com esse transtorno é, bastante, comprometida contribuindo, assim, para um isolamento social com pensamentos de solidão, sofrimento e dor. Por conseguinte, o indivíduo acaba vendo como única saída, para a solução dos seus problemas, a morte. De acordo com a organização mundial de saúde, o número de pessoas com depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015, além disso, no pior dos casos, a doença leva ao suicídio, segunda principal causa de morte entre os jovens.

Levando em consideração o crescente aumento dos casos de depressão no Brasil, o Ministério da Saúde deverá promover políticas públicas, tais como a implantação de campanhas, recorrentes ao longo do ano, palestras e seminários sobre doenças crônicas não transmissíveis e o aumento de psicólogos no sistema único de saúde, com objetivo estratégico e assistencialista de diminuir os casos de depressão. Paralelamente, se faz importante o apoio familiar e escolar, fornecendo ajuda emocional e ao mesmo tempo psicológica, por meio de diálogos constantes e formação de grupos de ajuda, com a finalidade de estabelecer uma relação verdadeira e duradoura com os jovens doentes.