O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/10/2017

Embora conhecida como “a doença da moda”, a depressão não é novidade para a área da saúde. Essa ganhou destaque mundial pela primeira vez com a crise de 1929, onde houveram inúmeros casos constatados devido a quebra da bolsa de Nova Iorque. Desde então, o número de ocorrências têm crescido bruscamente, principalmente no Brasil, onde assola em grande parte os jovens, devido a questões familiares e também por padrões sociais impostos.

Primeiramente, a depressão é uma doença que pode surgir por muitas causas, como pré-disposição genética, ambientes propícios e convívio direto com deprimidos. Assim, os índices elevados de casos entre os jovens se deve, em parte, por questões familiares como a imposição de vontades dos pais e a falta de dialogo, onde o filho se vê reprimido e sem alternativas. Há ,também, o fato de um ou mais membros da família estarem deprimidos e afetarem diretamente o indivíduo que reside junto a eles, visto que a relação entre os envolvidos se desgasta com os esfeitos da enfermidade e gera um maior afastamento.

Ademais, há o agravante causado por padrões impostos pela sociedade. Segundo Durkheim, sociólogo francês, a sociedade atua de forma coercitiva, ou seja, ela age opressora e intransigentemente. Deste modo, por estar sob pressão ou por não conseguir se adequar, os jovens sentem-se afetados e, consequentemente, desenvolvem depressão. Nota-se então, a necessidade da adoção de medidas tratativas que busquem orientar as famílias e desconstruir paradigmas.

Destarte, para ao menos amenizar a situação, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com as Secretarias de cada estado, intensifiquem o programa de acompanhamento. Psicólogos e psiquiatras atuariam nas escolas, como em reuniões de pais, além de manter o atendimentos nas unidades de saúde como CAPS, UBS’s e postos, assim abordando as questões familiares e também sobre a originalidade do indivíduo. Como consequência, teria-se jovens mais confiantes e fortes emocionalmente. Outrossim, caberia ao Ministério de Mídia e Tecnologia a divulgação desse programa em rede nacional, de forma e incentivar o diálogo e reforçando a quebra de padrões. Assim, fazer-se-ia um país único e são.