O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/10/2017

O que você sente? Muito frio. Então, me diga um sabor? Amargo. E, sua cor preferida? Cinza. Sendo assim, seu maior desejo? A Inércia plena. Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 340 milhões de pessoas têm sensações análogas a essa. E no Brasil não é diferente, pois a depressão é a principal doença entre os adolescentes no país. Dessa forma, diferenciar a doença de atos próprios da adolescência é essencial para que quadros depressivos sejam contidos entre os mais jovens.

De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, ‘‘Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar’’. Isso acontece em razão de tudo mudar com rapidez, por isso nada precisa ser para sempre. Nesse sentido, a juventude brasileira é a que melhor retrata tal conjuntura, já que busca alcançar seus propósitos de modo cada vez mais imediatos, porém, muitas vezes, a situação exige paciência. Bom exemplo disso são os relacionamentos estáveis e duradouros, em que ‘‘compromissos para a vida’’ mostram-se apenas como promessas difíceis de serem cumpridas e, deixam de ser importantes para tornarem-se algo complexo. Dessa forma, inúmeros jovens manifestam esse distúrbio afetivo devido a um mundo orientado pelo ‘‘agora’’ e pela decepção de não conquistar rapidamente o que desejam.

Em uma segunda abordagem, percebe-se que a tecnologia colabora para essa desequilíbrio recente da saúde mental dessa mocidade. Segundo Shakespeare, ‘‘Seja como for o que penses, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras’’. Isso porque a maioria dos indivíduos comportam-se de maneira inadequada quando sua identidade é preservada, como mostra os polêmicos comentários anônimos da internet. Em virtude disso, hoje é mais fácil os jovens serem maldosos uns com os outros, do que foram em qualquer época da história humana, uma vez que se conectar e se desconectar, caso as coisas continuem complicadas demais para o bem-estar, ficaram mais simples. Dessarte, essas sequelas sociais que geram sofrimentos nos mais novos, exercem consequências sérias sobre a saúde psíquica.

Assim, é fundamental ficar atento no crescimento dos casos de depressão juvenil, no sentido de ajudá-los a superar o imediatismo e a monitorar suas desindividualizações. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, deve criar programas de atualização dos professores, com o intuito promover aulas práticas e atrativas do cotidiano capazes de trazer o aprendizado para a realidade do aluno e prepará-los para enfrentar os conflitos e dificuldades da vida adulta. Ademais, compete aos pais monitorarem as ações cibernéticas dos filhos e através de um diálogo aberto, ensiná-los que devem tratar os assuntos virtuais com grande atenção a fim de evitar graves transtornos psicológicos. Assim, nem a primeira lei de Newton será suficiente para paralisar a vontade dos jovens.