O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/10/2017
A depressão, consiste em um transtorno marcado por uma tristeza permanente. Apontada por uma crise amotivacional, em que o indivíduo não encontra razão para nada, ocorre em todas as faixas etárias e tem tido um maior crescimento entre os jovens, atualmente, graças às pressões exercidas sobre eles.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui cerca de 12 milhões de pessoas que sofrem com transtornos de ansiedade e depressão, contudo este transtorno não é atual. Durante a segunda geração do Romantismo os autores tinham, nos pensamentos pessimistas uma forma de fugir de uma realidade regada de tristeza e melancolia, tal fuga ocasionava a autoflagelação ou até mesmo, a morte. A adolescência é uma fase de transição, uma busca de conhecimento e de formação, a pressão social e pessoal sobre um jovem, mediante a perspectivas de futuro, a cobranças ou o próprio desconhecimento sobre o assunto, fez com que os números de jovens com depressão crescessem absurdamente.
O “efeito Werther”, inspirado em uma obra romântica francesa, é a ideia de que falar do assunto poderia inspirar ondas de casos por imitação, todavia, faz-se necessário discutir sobre o tema, tanto para informar as pessoas sobre a doença, quanto para tratá-la. A internet é uma das propulsoras da depressão entre os jovens, o bullying, a superexposição, a invasão e divulgação de documentos pessoais afetam, negativamente, as relações sociais. Segundo o sociólogo Zigmunt Bouman, a sociedade está inserida em uma modernidade líquida, devido a inconstância e rapidez em que os processos e relações humanas se encaixam. Por isso, os jovens representam melhor tal teoria, já que estão sempre tentando conquistar seus objetivos de maneira rápida e fácil.
Cuidar da saúde mental é de extrema importância, esta está intimamente ligada à depressão. Para aqueles que estão passando pelo transtorno faz-se necessário uso consciente de antidepressivos com acompanhamento médico, além disso, deve ser investido na criação de centros especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) para atender as populações mais carentes. Outro fator necessário é o uso da mídia com campanhas de conscientização e debates para falar abertamente sobre o assunto, buscando informar sobre a existência, e deixar de tratar tal distúrbio como tabu social.