O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/10/2017

Desde o século XVIII, no movimento conhecido como Romantismo  - principalmente na sua faze ‘‘mal do século’’- poetas românticos demonstravam suas incertezas e seus conflitos de personalidade, paralelamente a uma evasão da realidade, refletindo, muitas vezes, em um quadro de depressão.Não obstante, verificamos, hodiernamente, um quadro alarmante de indivíduos, principalmente jovens, debilitados emocionalmente, uma vez que a ‘‘modernidade liquida", assim como o próprio desconhecimento da doença pelas pessoas corrobora para uma fragilidade no Brasil.                                        Em uma primeira análise, deve-se considerar a fluidez da modernidade como fator que contribui para uma desencanto e falta de autoestima por muitos jovens brasileiros.Nesse cenário, conforme o princípio da coercitividade do escritor e sociólogo Émile Durkheim, os indivíduos são determinados pelo meio em que vivem.Partindo desse pressuposto, a partir de um espaço social em que  constantemente renova-se, com novas ideologias,racionalidades,comportamentos,anseios e relações humanas, muitos jovens por pressão pessoal e social; por conta da frustração e ansiedade de não conquistar imediatamente o que deseja, entram num ciclo de stress e ansiedade, quadro que pode ocasional depressão.

Outrossim, desde 2012, nos Estados Unidos, diagnosticou-se a depressão como sendo uma doença; contudo, muitos indivíduos desconhecem essa conclusão.Dessa maneira, pelo desconhecimento em relação a essa doença, muitos jovens sem o entendimento dos mecanismos biológicos e sociais que desencadeiam a depressão e seus sintomas, optam por não buscarem ajuda e um aparo adequado,repercutindo no negligenciamento do suporte que essa doença necessita.Nesse viés, essa realidade é verificado no levantamento da folha de São Paulo, na qual mais da metade das pessoas que apresentam a doença não sabem que são portadores.

É imperativo, portanto, a execução de mecanismos que atenuem esse quadro frágil de autoestima dos jovens brasileiros.Á priori, cabe ao governo em parceria com o Ministério da Saúde implementar aos municípios de cada cidade, centros especializados com uma equipe multidisciplinares (psicólogos, psiquiatras), a fim de proporcionar um suporte e amparo aos indivíduos debilitados emocionalmente.Concomitantemente, passa a ser função das escolas, com seu papel de desenvolvimento dos jovens, propiciar uma logística com trabalhos, conversas e palestras, que promovam uma base solida na personalidade desses, com o intuito de garantir  uma resiliência na sociedade líquida.Enfim, enquanto não amenizamos esse quadro, espelhamo-nos nas belas palavras do humanista Mahatma Gandhi:“se queremos progredir, devemos cuidar agora do bem estar de todos”