O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/10/2017

A tela “O Grito”, de 1983, do expressionista Edvard Munch, expressa o sentimentalismo, as pinceladas de cores quentes e escuras revelam a dor do personagem através de um gesto de desespero. Nesta obra, expõe a realidade que acomete muitos jovens na contemporaneidade, a depressão. Ao lançar luz sobre essa geração, vemos que não há horizontes, não há elísios - é preciso ter um olhar mais altruísta sobre essa temática, a vida suspira por cuidados.

Esse clima de melancolia, se vincula ao comportamento de frustração e traumas. Essa busca pela felicidade, a deposição de confiança em pessoas ou paixões fracassadas, pode gerando esta decepção. Corrobora a ótica do filosofo Sartre que a sociedade é considerada líquida, devido a insatisfação e inconstâncias nas relações sociais. Hoje, esse retrato está se tornando visível, o Ministério da Saúde diz afetar 11 milhões de brasileiros, BBC Brasil 2017. Essa é uma imagem desbotada da geração Y século XXI.

Outro aspecto, seria a ausência de atenção a esses indivíduos. Nesse sentido, cerca de 800 mil casos de morte e suicídio OMS, 2015. De acordo com Emmanuel Levinas, quanto mais conhecimento e noção do entendimento, mais desumanos somos. Assim, o ambiente social possui a informação, através dos meios midiáticos, noticiários e internet, e alguns determinam a patologia como “frescura”, algo do imaginário da pessoa e não efetuam a devida atenção psicossocial, o tom desse sofrimento e dor pode gerar óbito. É fundamental organizar campanhas para as famílias, nas Unidades Básicas de Saúde para ratificar como perceber e lidar com esta situação.

Sendo assim, a atenção a esses indivíduos é fundamental. Para ajudar a diminuir os índices de mortes e suicídios, o Ministério da Saúde deve criar campanhas e projetos através de reuniões aos parentes das vitimas para  compartilharem  e saberem lidar com a situação e cabe a SEDES do município organizar ações de inclusão social e  proteção a este grupo.