O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 20/10/2017

A série original do Netflix, 13 Porquês, narra a história de um adolescente que, por várias razões, sofre com a depressão e chega a se suicidar. No entanto, essa realidade não é exclusiva do cinema, porque, no Brasil, a depressão entre jovens é um problema relevante e decorrente da falta de informação e das relações desequilibradas na internet. Dessa forma, considerando o aumento da depressão um problema de saúde pública, ações devem ser tomadas para atenuá-lo.

Em primeira análise, conforme o filósofo Aristóteles, o erro advém da ignorância humana. Nesse sentido, é inegável que o crescente número de jovens depressivos relaciona-se à ignorância da população sobre a importância de encaminhá-los para o atendimento médico, com o fito de evitar danos maiores, como o suicídio. Ademais, os responsáveis por adolescentes não estão atentos para os sintomas de possíveis doenças psiquiátricas, porque consideram que mudanças no comportamento desses são normais para a faixa etária. Por exemplo, se os pais estivessem orientados e atentos aos indícios de depressão, jogos como Baleia Azul, que incitavam práticas suicidas e depressivas, teriam sido bloqueados antes de causar danos. Portanto, é primordial que haja a instrução da população para que esteja alerta a esse distúrbio e encaminhe possíveis vítimas ao acompanhamento psiquiátrico.

Outrossim, parafraseando o cientista Einstein, em algum momento a tecnologia ultrapassaria a própria humanidade. De fato, é possível afirmar que as redes sociais ultrapassaram a própria consciência individual, sendo ainda mais notável no menores de idade. Isso porque é indubitável que, com o advento das mídias de comunicação, criou-se um ideal de vida, incluindo, por exemplo, padrões corporais inalcançáveis. Nesse sentido, o jovem não quer apenas satisfazer a si mesmo, mas sim demonstrar à rede que pode pertencer a determinado grupo e, quando não consegue, entra em tristeza profunda, estopim para a depressão. Então, é fundamental que o modo como os futuros cidadãos usam a tecnologia seja alterado, de forma que essa deixe de ser um potencializador da depressão.

Diante disso, a depressão é agravada pela falta de informação sobre o assunto e pelo mau uso das redes sociais. Logo, para que tal problema seja atenuado, ONGs devem alertar as famílias sobre os perigos da depressão, por intermédio de palestras nas comunidades, a fim de instigar-las a observar os jovens e evitar que essa doença passe despercebida. Além disso, é incumbência dos canais de TV avisar a população sobre os sintomas dos desequilíbrios psiquiátricos, a partir de propagandas,  de forma que facilite o encaminhamento das vítimas para o tratamento. Por último, é crucial que o MEC oriente os futuros cidadãos sobre a importância do pensamento crítico nas redes sociais, por meio de discussões em sala de aula, com o objetivo de que essas não sejam o estopim para a depressão.