O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 20/10/2017
Com a evolução da medicina psiquiátrica a partir do século XVII e com o avanço tecnológico e cientifico desde a 3ª Revolução Industrial, tornou-se possível o entendimento das doenças mentais, dentre elas, é a depressão, já que mais acomete ao cidadão brasileiro, principalmente o público jovem devido a sua formação e inclusão social. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste por causa da falta de assistência e pelo desconhecimento dessa patologia.
Em primeiro plano, observa-se que a falha no sistema de saúde púbica é preocupante para o bem estar de uma sociedade. Diante disso, de acordo com o Mapa da Violência de 2017, o número de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 10 % desde 2002. Essa realidade está, diretamente, atrelada a escassez de investimentos no Sistema Único de Saúde, pois esse grupo acabam ter que conviver com a falta de médicos, medicamentos e exames, que possam identificar e tratar previamente esse indivíduo. Por conseguinte, a pessoa que procurar atendimento enfrenta dificuldade, transtorno, revolta e desânimo, sintomas que agravam gradativamente essa doença.
Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a carência de conhecimento sobre o tema. Outrossim, é a pressão social exercida nos jovens no busca da inclusão social no viés dos padrões estabelecidos pelos seus familiares, pois procuram formar o cidadão baseados nas gerações passadas. Desse modo, frente à tanta expectativa o adolescente vive em estado de stress, que também ocasiona a depressão. Nesse contexto, a ausência de informação sobre esse fator colabora com seu aumento, sendo assim a depressão é considerada algo passageiro ‘‘coisa de jovem’’, consequentemente, acaba-se sendo negligenciado tanto pela família quanto pela população.
Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de intervir nessa problemática de saúde pública e social. Logo, cabe ao Governo Federal investir através de recursos provenientes de impostos para que o Ministério da Saúde realizem concursos púbicos para as áreas da psiquiatria e psicologia, a fim de inserir esses profissionais em postos de saúde para melhorar o atendimento a esse público. Ademais, a mídia em parceria com ONGs podem, por meio de campanhas publicitárias, propagandas, debates e ações sociais veicular o conhecimento dessa patologia, para que não haja negligência diante dessa situação, com o objetivo de melhor discernimento sobre a formação do cidadão.