O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 20/10/2017

Crises de ansiedade, tristezas sem motivos, pensamentos suicidas, tais exemplos, caracterizam comportamentos de indivíduos que apresentam o “mal do século XXI” : a depressão. No Brasil, o aumento desse  fenômeno acarreta no acréscimo nos números de pessoas que atentam sobre a própria vida, onde os motivos para tal ato, originam-se de diversos fatores sociais.                                                                                                                Tendo em vista, as modificações aceleradas na sociedade atual, os adolescentes são os mais suscetíveis à  distúrbios psíquicos. Indubitavelmente, pensar sobre o futuro, emprego, casar ou em relação ao bullying ainda muito presente, seja pela aparência, situação financeira e até pela opção sexual, faz com que o Brasil seja o terceiro país mais deprimido do mundo. Segundo estudos, cerca de 18% da população com pouco mais de 18 anos, afirmaram já ter sofrido ao menos  uma crise ou outro traço de depressão  ao longo da vida.                                                                              Robert Paris, presidente do Centro de Valorização da Vida (CVV), ratifica que 90% dos casos de mortes como fuga da vida, são evitáveis. Nesse sentido, após o lançamento da série “13 Reasons Why”,- apresenta os motivos que levou uma moça a dar fim a sua vida- os algarismos de mensagens e ligações a CVV, expandiu-se subitamente. Entretanto, a crença histórica de que ao falar sobre estes eventos, apenas induzirá a outros futuramente, impede o dialogo no âmbito familiar e corrobora ao pensamento de que sinais de estresse são apenas a típica “aborrecência”.     Nesse contexto, medidas para mudanças na realidade são necessárias. Portanto, o governo deve se aliar às instituições educacionais e aos centros psicológicos, para promover palestras, apoio, conversas individuais e distribuição de cartilhas com orientações de como agir e conviver com pessoas em fases vulneráveis. A mídia também pode propagandear os meios de prevenção, como exemplo, não ignorar mudanças repentinas no visual e estar atento a frases de caráter pessimista e ao uso de drogas.