O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 20/10/2017

Durante o século XVIII, se manifesta o que se conhece por Romantismo, no qual sua segunda geração é caracterizada por Pessimismo extremo, melancolia, tristeza. Na sociedade hodierna, observa-se que semelhante ao mal do século XVIII, a depressão, cresce principalmente entre os jovens, visto que, este tipo de transtorno está sofrendo banalização e isto é somado a falta de atenção no ambiente familiar.

Nesse sentido, a banalização da depressão se manifesta por intermédio não somente pelo uso coloquial e cotidiano, como também através de redes sociais que usam a doença como instrumento humorístico. Logo, a depressão deixa de ser vista como uma enfermidade capaz de levar o paciente a óbito, tão séria quanto o câncer por exemplo, e passa a ser encarada como objeto de humor. Por fim, Nelson Mandela afirma que quando se tem um problema, há que enfrentá-lo e não disfarça-lo.

Nesse âmbito, o adolescente sofre transformações biológicas e sociais, como a puberdade e pressões no ambiente escolar respectivamente. Por conseguinte, é comum que a família adote uma postura indiferente perante à alguns sintomas de depressão, uma vez que, tais sintomas são cotidianamente confundidos como consequências das transformações desta fase. Além disso, Jurgen Habermas afirma que o ser humano esta tirando o espaço da ação comunicativa, aquela voltada para a família para dar lugar a ação instrumental voltada para o trabalho, assim sendo, tudo isso colabora para o déficit de atenção dos pais em relação a seus filhos.

Para que se atenue esse cenário problemático, portanto, é viável que a escola como agente educador atue em todos os níveis da educação, por meio de rodas de conversa visando desconstruir a imagem da depressão criada na contemporaneidade. Ademais, é pertinente que a família, assuma uma postura mais atenta com relação ao adolescente, uma atitude pertinente é a realização pelo menos uma refeição com toda família reunida.