O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/10/2017
A depressão é uma das doenças mentais mais recorrentes no mundo, grandes celebridades, como Merilyn Moroe e Kurt Cobain, sofriam dessa enfermidade que, resultando no suicídio, gerou grande perda à arte mundial. Nesse sentido, devido a grande incidência da depressão no Brasil, principalmente entre adolescentes, faz-se pertinente a preocupação em amenizar tal problemática. Desse modo, não é conveniente que se negligencia dois fatores: o desemparo social e as consequências atreladas.
Em primeira análise, cabe pontuar que os jovens são normalmente relacionados ao mau humor, à bipolaridade e ao isolamento familiar. No entanto, esses sinais podem representar uma doença que atinge quase 12 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse contexto, a depressão assola o país e tem recorrente incidência entre adolescentes. Isso se comprova a partir de modernidade líquida, apresentado pelo sociólogo Bauman, que, consequentemente, gera relações sociais mais frágeis e apáticas. Outro fato relevante está no frequente número de divórcios dos pais, perseguições sociais e bullying que os adolescentes enfrentam. Sob essa óptica, tais fatores em consonância com a falta de empatia, diálogo familiar e solidez nos relacionamentos intensificam a gravidade dessa doença mental.
Por conseguinte, é frequente a apresentação de problemas não solucionáveis por pessoas que são acometidas pela depressão. Desse modo, a OMS aponta que entre jovens de 15 e 30 anos o suicídio é a segunda maior causa de morte. Sendo a consequência mais drástica da depressão, essa fatalidade pode apresentar uma suposta solução para os problemas enfrentados, fato ilustrado na série “13 reasons why”, onde mostra a morte como uma satisfatória solução para a depressão de uma jovem. Baseado nisso, o Efeito Werther, que afirma o contágio social do suicídio, faz com que este seja desvinculado da solução de empecilhos, sendo importante a prevenção em lugares que são símbolos suicidas como florestas, prédios, escolas e pontes, como a Terceira Ponte, no estado no Espírito Santo.
Para reverter essa problemática, portanto, faz-se imprescindível que o Governo Federal, em associação com o Ministério da Educação, nas escolas públicas e privadas, disponibilizem palestras, ministradas por psicólogos, voltadas, principalmente, ao núcleo familiar, sobre os sinais e a importância das relações familiares para o desenvolvimento social das crianças e adolescentes, visando minimizar a invisibilidade da depressão doença nos jovens. Além disso, o Ministério da Saúde deve dispor de maiores recursos para o tratamento por psiquiatras no Sistema Único de Saúde (SUS) às pessoas que sofrem de doenças mentais, massificando, assim, o tratamento. Logo, o Brasil, por caminhos exitosos, proporcionará paulatinamente soluções eficazes para a depressão entre os jovens.