O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/10/2017

Insônia ou sonolência, fadiga, fome excessiva ou perda do apetite, falta de concentração, isolamento social, pensamentos suicidas. São esses alguns dos sintomas da depressão, doença considerada o mal do século pela Organização das Nações Unidas (ONU). Entretanto, o fato do país ser o terceiro país mais deprimido do mundo mostra que o assunto ainda não é tratado adequadamente, de tal modo que diversas medidas devem ser tomadas para combater esse impasse.

Em primeiro plano, deve-se analisar o impacto do individualismo nas relações interpessoais. Sendo uma das principais características da modernidade, é responsável, também, pelos os relacionamentos fluidos e vulneráveis e, assim, constituí o conceito de “modernidade líquida”, criado pelo sociólogo polonês, Zygmunt Bauman em sua obra de mesmo nome. Consequentemente, essa substituição dos valores coletivos pelo individual permite que parte da população seja incapaz de tolerar as diferenças.

É necessário, ainda, enxergar o papel do fenômeno das redes sociais na sociedade pós-moderna. Em Black Mirror, uma série norte-americana, há um episódio que retrata a obsessão das personagens por avaliações positivas em suas redes sociais. Nesta perspectiva, o escritor francês, Guy Debord, argumenta que tudo está mercantilizado e envolvido por imagens. Esse comportamento, somado ao individualismo presente em nossas relações, criam realidades inalcançáveis que são, muita das vezes, responsáveis por desencadear a depressão nos jovens.

Torna-se claro, portanto, a necessidade da cooperação entre indivíduos e o instituições públicas para resolver o problema. O Ministério da Saúde pode realizar concursos públicos a fim de aumentar o número de psicólogos e psiquiatras na rede pública para garantir que todos tenham acesso à um tratamento gratuito e de qualidade. O órgão deve, também, criar campanhas publicitárias que informem a população dos principais sinais da depressão, com o propósito de disseminar os perigos dessa doença. Além disso, o Ministério da Educação deve, em parceria com ONGs e as mídias informativas, levar às escolas públicas e privadas palestras para alunos e responsáveis, com o intuito de convocar a todos para combater a depressão. Com essas medidas, espera-se que, nos próximos anos, o Brasil seja capaz de minimizar os efeitos desse mal do século e diminuir a sua posição no ranking de países mais deprimidos do mundo.