O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/10/2017

O Brasil está vivendo um período de transição demográfica e concomitante transição epidemiológica, resultando no aumento de doenças crônicas não transmissíveis. Um exemplo desse grupo de doenças é a depressão, caracterizada por frequente irritação e tristeza, o que pode afetar as relações familiares e escolares. Segundo publicação do site Carta na Escola, a enfermidade acomete principalmente jovens, ratificando a necessidade de ações para mitigar o problema.

Em primeiro lugar, no âmbito familiar, a depressão pode causar o isolamento dos jovens e diminuição do diálogo, ocasionando, assim, a ampliação dos sintomas e agravamento da doença, além da dificuldade de seu diagnóstico. Conforme Kübler-Ross, psiquiatra suíça, a aceitação é um passo importante para o sucesso do tratamento, corroborando com o valor do diagnóstico precoce.

Outra problemática se relaciona com a educação. De acordo com Paulo Freire, educador brasileiro, apenas a educação consegue modificar a sociedade. Assim, a prevalência e o aumento da incidência de depressão em jovens pode gerar prejuízos para toda a população, já que pode ser associado a transtornos de déficit de atenção, culminando em atrapalhar o desenvolvimento neurológico e psicossocial dessa faixa etária.

Desse modo, torna imprescindível a adoção de medidas para diminuir a existência de depressão entre jovens. É necessário, portanto, a ação conjunta da família e Ministérios da Saúde e Educação, para que a família e a escola sejam aliadas no diagnóstico e tratamento precoce dessa modalidade de doença, com o objetivo de melhorar a relação familiar e a educação do país.