O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 20/10/2017
Idealização Byroniana
A depressão é uma doença relativamente nova e vem assolando a população mundial como um todo. Porém o crescimento desse distúrbio entre os jovens tem preocupado às autoridades, uma vez que esta enfermidade gera um grave quadro de improdutividade, em múltiplos níveis, afetando até mesmo a economia nacional, além dos danos pessoais do indivíduo, potencializados pela indiferença e influência da sociedade.
Nesse cenário, a inflação nos casos de depressão entre os jovens pode comprometer o futuro do Brasil. Durante sua obra “O Espírito das Leis” diversas vezes o Barão de Montesquieu afirmou que o destino de qualquer sociedade está nas mãos das novas gerações. Quando uma patologia como aquela aflige as crianças e adolescentes tirando-lhes perspectiva de vida, ambição e determinação o futuro do país se torna incerto.
Além disso, depressão é apontada como principal causa dos problemas de saúde. Em 2017, a Organização Mundial de Saúde constatou que esse distúrbio, através de transtornos mentais e medo de estigmas sociais, tem impedido os indivíduos de buscarem auxílio e um estilo de vida saudável.
Concomitantemente, a romantização, os traumas e a falta de apoio perpetuam o problema. É bastante comum achar páginas em redes sociais que exaltam um estilo similar, mas deturpado, ao byronismo. Onde são idealizadas as radicalizações do existencialismo e da autoflagelação. Além disso, os acontecimentos marcantes, como bullying, humilhação pública e indiferença da sociedade perante o quadro geral, agravam o problema .
Evidencia-se, portanto, que a depressão afeta não somente os enfermos, mas a sociedade como um todo. Primeiramente, é preciso que o governo, na forma do Ministério da Saúde, intensifique os programas de suporte às vítimas dessa patologia. Em segundo, é preciso que as instituições formadoras de opinião como: Escola, família e mídia promovam a consciência cidadã através de debates, diálogos e propagandas sobre a importância de amparar um indivíduo com depressão e a respeito das reais causas, impactos e consequência da doença. Por meio disso, torna-se possível desarticular a “idealização byroniana” e, de forma gradativa, resolver a situação.