O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/10/2017
No século XIX, um dos mais importantes movimentos da literatura brasileira foi o ultrarromantismo, esse movimento tinha como uma de suas principais características a depressão.Por isso, Os jovens desse movimento eram conhecidos como os jovens da geração mal do século, isso porque, em suas poesias, eram abordados temas obscuros como, a tristeza, angustia e a solidão, sentimentos esses que tem se tornado cada vez mais comuns nos jovens contemporâneos que sofrem com a depressão. Nesse sentido, vale relacionar o aumento da incidência dessa doença entre os jovens com uso excessivo da internet e com a falta de conhecimento familiar sobre a gravidade da doença.
A internet e as redes sociais são, na maioria dos casos, grandes propulsores para o inicio de uma depressão. Todos os dias, os jovens, são bombardeados com, modelos de vida perfeita e por imagens que mostram qual é a beleza ideal, dessa forma vários jovens são levados a acreditar que precisam seguir aquele modelo de vida para alcançar a felicidade. Porem, quando não conseguem alcançar o que lhe esta sendo imposto, o individuo se sente frustrado e o sentimento de incapacidade e angustia faz com que o ele se isole, começando então, um quadro de depressão.
Nesse contexto, a abrangência desse fenômeno nocivo é surpreendente. No Brasil, conforme levantamento da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), um terço da população brasileira apresenta sintomas de depressão. Partindo disso, nota-se o impacto dessa enfermidade convergindo com o advento de novos problemas no ambiente familiar. O indivíduo, quando diagnosticado, não consegue, normalmente, o apoio necessário para superar tal empecilho, sobretudo por causa da incompreensão sobre o tema que ainda é encarado com demasiado preconceito e, por isso, é capaz de motivar ações drásticas, como o suicídio.
Portanto, medidas são necessárias para combater este fenômeno tão nocivo a vida. Desta maneira, compete ao Ministério da Saúde conscientizar, mediante campanhas midiáticas, a sociedade sobre as características e os sintomas da depressão; à família, por meio de atividades recreativas, incluir os parentes no convívio rotineiro e impedir o isolamento desses; ao indivíduo, por intermédio de horários programados, conciliar o tempo de navegação na rede e de confraternização no meio físico, de modo que possa divergir do estilo de vida ultrarromântico e garantir o bem-estar próprio e coletivo.