O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/10/2017
A transmissão de características hereditárias aos descendentes, conhecida no meio acadêmico por Mendelismo, explica a manifestação biológica nos seres vivos. Associada a essa ideia, o Determinismo, reforça a ação do meio na formação e desenvolvimento do homem. Nesse contexto, muitas doenças com propensão genética, tendem a se manifestar diante de fatores externos ao organismo. Esse é o caso da depressão em jovens brasileiros, que vem aumentando significativamente, por maior diagnóstico e atenção à patologia, e pelo aumento da pressão social que propulsiona o aparecimento e complicação desta enfermidade.
Em primeiro lugar, segundo Augusto Comte, o empirismo leva ao conhecimento científico. Sendo assim, o entendimento, as avaliações médicas e psicológicas, e possível teste com marcadores biológicos, permitem identificar e notificar os casos depressivos que, desde o início do século XXI vem apresentando elevações significativas. A saber, essa doença participa das que mais afastam trabalhadores e gera preocupação internacional.
Em segundo lugar, a sociedade de consumo bombardeia um estilo de vida tensional que afeta diretamente infantes e jovens, que são cada vez mais cobrados a produzir e buscar satisfação ao possuir. Porem, segundo Freu em leu livro Luto e melancolia, o homem sempre está insatisfeito. Nesse contexto, como não há realização, o adolescente tende a adoecer emocionalmente. Isso dificulta a formação escolar, o relacionamento familiar e social em detrimento da apatia e desesperança presentes no quadro.
Tanto o olhar mais enfático quanto a dinâmica social contemporânea justificam e alertam a grande incidência de depressão. Contudo, é salutar que cientistas auxiliem no processo de identificação rápida da patologia e o tratamento possa ser iniciado brevemente. Também é imprescindível que o ambiente familiar e escolar auxiliem na formação emocional, ensinando a lidar com as frustrações e buscar prazeres que não sejam do consumo.