O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/10/2017

Por volta de 1934, Carlos Drummond de Andrade, em sua primeira fase poética, abordou o chamado “gauche” em seus poemas, em que relacionava a ponderação existencial e o pessimismo como influentes em sua obra. Desse modo, tais problemáticas associadas a reflexão da vivência em sociedade na atualidade, traz doenças psicopatológicas como a depressão, aumentando em demasiado no Brasil, sobretudo entre os jovens. Acerca disso, duas questões se destacam: a falta de informação sobre a mesma, e o sistema econômico preponderante para tal objeção.

Em primeiro plano, é válido ressaltar a ineficiência no que tange a propagação de informação sobre a depressão e seus sintomas no Brasil, o que denota o desconhecimento da população no que diz respeito tal patologia, impossibilitando na maioria das vezes, à ajuda no meio familiar. Nesse sentido, tal transtorno tende a crescer no país, principalmente entre os jovens, demonstrando que necessita medidas que altere tal mazela moral. Uma justificativa que exemplifique tal fato, é uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em que informa o Brasil o país com maior frequência de doenças psicológicas na América Latina, o que salienta tal empecilho vigente.

Concomitante a isso, é válido ressaltar o sistema capitalista como fator percursor da depressão atualmente. Isso sucede-se, pelo fato desse complexo capital exigir das pessoas o máximo, com o consumo exacerbado, encaixe em padrões evidenciados pela mídia, sociedade e usos de tecnologias-principalmente entre os jovens, que nem sempre acabam se encaixando nesses paradigmas impostos,  frustando-se e se isolando do meio social. Segundo Zygmunt Bauman, as relações interpessoais que os indivíduos estão estabelecendo, são cada vez mais fracas e distantes. Logo, o sociólogo deixa nítido, que esses vínculos tornam-se a cada dia mais superficiais, tornando as pessoas mais solitárias, o que seria uma explicação para o aumento da depressão.

Em face do exposto, de maneira análoga a lei da inércia enquanto a força da educação não agir, tais problemáticas se perpetuarão. Portanto, o Ministério da Educação correlacionado a escolas públicas e privadas, devem promover palestras e campanhas de cunho informacional, para alunos e familiares, abordando a depressão e seus sintomas e como deve-se tratar tal doença. Além do mais, o Ministério da Saúde deve se aliar, a empresas privadas com o intuito de promover centros de atendimentos, a doenças psicopatológicas com a presença de profissionais capacitados, como psicólogos e psiquiatras, para ajudar indivíduos que se sintam isolados e indiferentes, a quebrar barreiras impostas pelos padrões da sociedade.