O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/10/2017
A celeuma sobre as consequências do aumento da depressão entre os jovens brasileiros vem hodiernamente sendo discutida. Isso se deve, sobretudo, à pressão pessoal vivida na contemporaneidade e ao desconhecimento dos mecanismos dessa doença. Desse modo, torna-se imprescindível a adoção de medidas eficazes e peremptórias, com o objetivo de amenizar essa lamentável realidade.
Com efeito, a liquidez contemporânea das relações pessoais interfere, demasiadamente, na vida dos jovens. Nesse cenário, devido a inconstância e rapidez em que os processos e relações humanas se dão, os jovens desenvolvem quadros de depressão e ansiedade, geralmente frustrados por não conquistar imediatamente o que se deseja. Nesse ínterim, essa enfermidade desestabiliza diversos setores da sociedade, intervindo nas relações familiares, nas amizades e na performance escolar. Além disso, de acordo com o Mapa da Violência de 2017, o número de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos aumentou em 10% desde 2002, demonstrando os malefícios irreparáveis dessa doença.
Ademais, o enraizado tabu da sociedade brasileira acerca dos mecanismos biológicos que acendem a depressão contribui indiretamente para o aumento de casos de depressão. Outrossim, o estigma errôneo de fraqueza e preguiça torna o diagnóstico e o tratamento ainda mais difícil, desencadeando uma série de consequências sociais e econômicas, modificando a dinâmica brasileira. Nesse contexto, a falta de iniciativas eficazes por parte do Governo dificulta a solução desse problema.
Segundo o Filósofo René Descartes, não existem métodos fáceis para solucionar problemas difíceis. Portanto, o Ministério da Saúde deve realizar palestra e debates, em hospitais e escolas, com o objetivo de informar os sintomas da depressão e fornecer apoio para os acometidos por essa doença. Além disso, deve-se estreitar os laços entre corpo docente e aluno, disponibilizando psicopedagogos especializados a fim de fornecer suporte para os jovens e diminuir os crescentes índices dessa doença. Por fim, os meios formadores de opinião deve utilizar os novos meios de comunicação, realizando campanhas publicitarias, desmistificando pensamentos equivocados acerca da depressão.