O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/10/2017

A relação simbiótica entre  a depressão e os jovens

Se na época do realismo machadiano, como apresentado na obra o Alienista, os problemas psicológicos eram restritos a uma parte da população, hoje o fenômeno mostra-se refratário. Percebe-se, atualmente, uma epidemia de doenças neurológicas na sociedade brasileira, sobejamente, entre os jovens e adolescentes, seja pelas mudanças biológicas; seja pelo padrão de vida moderno.

Primordialmente, é valido denotar que a “metamorfose” entre a vida infantil e adolescência esteja entre as causas do impasse. A adolescência é uma fase conflituosa do desenvolvimento humano, marcada por uma inconstância hormonal e por profundas mudanças físicas e psicológicas. Nesse sentido, os jovens tornam-se mais suscetíveis às doenças neurológicas, justificando o fato de 20% dos casos de depressão serem acometidos por problemas nessa faixa etária, conforme estudo realizado pelo doutor Dráusio Varela.

Outrossim, é indubitável que a problemática está longe de ser resolvida. Sendo fruto de fortes sentimentos- como estresse ou uma separação dos pais, por exemplo- ansiedade e imediatismo, é possível afirmar que a depressão é o “mal do século”. Isso ocorre, principalmente entre os jovens, devido ao padrão de vida ao qual eles são impostos. Assim, para se inserir num grupo de amigos, tornam-se suscetíveis ao estereótipo difundido, seja modificando seu corpo, seja adotando outro estilo de vida incondizente com sua cultura e valores. Dessa forma, torna-se claro o fato de o Brasil ser o terceiro país no ranking internacional de índice de depressão, com um aumento de 705% nos 16 anos anteriores, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Destarte, é evidente que medidas são necessárias para mitigar o impasse. Primeiramente, o Governo Federal, por meio do MEC, deve financiar campanhas socioeducativas e culturais nas escolas, ministradas por psicólogos que auxiliem os jovens e adolescentes a atenuarem os problemas dessa faixa etária. Ademais, é indispensável a atuação dos pais, que devem tornar a dialética socrática uma constante, em prol de se romperem os paradigmas da sociedade pós-moderna que são impostos a essa fase do desenvolvimento humano; e que contribuem, mormente, para o aumento do índice de depressão. Quem sabe, assim, a inconstância jovem se torne menos impactante na sociedade hodierna.