O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/10/2017

A depressão tornou-se um grande problema de saúde pública no Brasil, com as mudanças globalizadas no estilo de vida da sociedade pós-moderna teve seu crescimento acelerado nos últimos anos, principalmente na população jovem. Esse aumento desenfreado é consequência das pressões e exigências da sociedade sobre um padrão idealizado, afetando diretamente a qualidade de vida do indivíduo.

Em suma, a tentativa de satisfazer uma sociedade cada vez mais exigente de um padrão e estilo de vida perfeito, ter um corpo modelo, uma profissão visível, ser e pensar diferente, não se enquadrar em grupos considerados normais, são fatores desencadeantes das criticas sociais, discriminação, preconceito e bullying. Desse modo, tais ações são gatilhos para o isolamento pessoal, a automutilação, tristeza, apatia, alterações no humor, dificuldades em se relacionar, e por fim um quadro depressivo.

Ademais, de acordo com o relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2014, a depressão é fator diretamente ligado ao suicídio entre jovens, entretanto, hodiernamente é persistente sua invisibilidade perante a sociedade. Logo, os sintomas e sinais do quadro depressivo são discriminados e considerados como uma fase de crise existencial e drama, o que levam o portador não buscar ajuda precocemente, agravando mais ainda o quadro e repercutindo em danos permanentes ou longo prazo.

Contudo, para amenizar e reduzir os quadros de depressão no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde, com o governo e órgãos de saúde, trabalhem ativamente em campanhas de sensibilização da população, sobre a prevenção e identificação precoce dos sinais e sintomas de depressão, e incentive a busca por tratamento, através de meios de comunicação, como congressos, palestras, grupos de discussão, propagandas em rádios e TV. É imprescindível, que tais projetos quebrem os paradigmas e preconceitos da sociedade sobre a descaracterização da depressão como doença e evidencie condutas de bullying e discriminatórias como agentes desencadeadores da doença. É primordial que os profissionais envolvidos tenham um olhar holístico sobre a problemática, é necessário trabalhar a individualidade de cada pessoa por meio atendimento acolhedor, sem julgamento de valor, dando segurança ao acometido.