O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 17/10/2017

Por que abandonamos as brincadeiras de rua?

Qualquer indivíduo com o mínimo de recursos tecnológicos é capaz de se conectar a um número quase infinito de pessoas. Relações que antes se estabeleciam baseadas em complexas interações interpessoais (olhares, fala, toques, etc) foram simplificadas a um clique. Porém, a simplificação proporcionada pelo mundo virtual resultou em um isolamento no mundo real.

Essa triste consequência, o isolamento social, é extremamente maléfica aos jovens. Somos seres que dependemos de relações sociais para nosso completo desenvolvimento, principalmente na juventude onde diversos fatores psicológicos estão sendo desenvolvidos: autoconfiança, estabilidade emocional, responsabilidade, dentre outros. Alterar as relações sociais de jovens afeta um delicado equilíbrio psicológico que muitas vezes resulta em patologias psicológicas, como a depressão.

A relação de causa e efeito proposta, entre tecnologia e depressão, pode ser demonstrada com uma simples análise: há dez anos, quando a tecnologia não era tão presente entre os jovens e eles se relacionavam por meios reais, como brincadeiras e grupos escolares, os casos de depressão eram raros; hoje, com o cenário inverso, é comum sabermos de jovens que passaram ou estão passando por quadros de depressivos.

Portanto, é natural concluirmos que a maior interação virtual diminuiu as interações reais que por sua vez resultaram em prejuízos aos jovens. Então por que não retomarmos o modelo de interação social como antes? Seria extremamente saudável aos jovens interagirem entre si pessoalmente sem intermédio da tecnologia. Promover esse retorno é simples, basta retirarmos as telas que servem ocupam o tempo dos jovens e deixar que eles redescubram as antigas brincadeiras para passarem o tempo.