O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/10/2017
A adolescência gera inúmeras mudanças desde corporais até comportamentais na vida do indivíduo, a qual é caracterizada como um período de transição entre a fase infantil e a adulta. Todavia, é marcante nessa faixa etária a instabilidade emocional,o que prejudica a formação da autoafirmação, na qual o jovem define a sua perspectiva sobre a própria identidade e constrói sua personalidade. Dessa forma, a exposição demasiada a estereótipos sociais e conflitos familiares é determinante no desenvolvimento de problemas e transtornos psicológicos na puberdade.
A introdução das tecnologias de informação causou alguns impactos na vida das pessoas entre eles, a redução do diálogo, apesar de que, o surgimento das redes sociais facilitou a interação virtual a longas distâncias. Entretanto, na adolescência a ausência de comunicação, principalmente, com a família impede o aconselhamento desse jovem perante os problemas pessoais que envolvem a rotina escolar e o relacionamento com os amigos. Em virtude disso, o contato com o álcool e a medicamentos, como os ansiolíticos é crescente entre os adolescentes nas cidades brasileiras, as quais em, muitos casos, facilitam esse consumo, devido à ineficaz fiscalização nos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, assim como, nas vendas de produtos sem prescrição que causam dependência.
Ademais, historicamente, a pressão social sobre as mulheres é superior aos homens, uma vez que, o culto à padronização do corpo cresce a cada ano, o que é provocado pelo aumento da indústria do consumo, a qual apela para os estereótipos da beleza feminina. Em consequência disso, o ensejo por uma adequação ao modelo estabelecido como ideal desencadeia uma rejeição ao próprio corpo em muitas delas, ocasionando o surgimento de quadros depressivos por apresentarem sintomas permanentes de tristeza e isolamento. Do mesmo modo que, os meninos são instigados pela busca à maturidade sexual desde muito novos, sobretudo, pela cobrança de amigos e familiares, contudo, aqueles que se sentem inseguros são, muitas vezes, alvos de preconceitos e excluídos socialmente.
Portanto, é inegável que é crescente os números de quadros depressivos durante a puberdade no Brasil. Logo, faz-se necessário que as famílias estabeleçam um momento diário para dialogar com os seus jovens, por intermédio da instrução de um profissional da psicologia, com o intuito de ensinar sobre os sintomas dessa doença e impeça o contato deles com substâncias que causam dependência. É importante também que, a instituição familiar incentive e apoie desde a fase infantil esse pubescente ao reconhecimento da sua beleza e a segurança de tomar suas decisões individuais sem influências, para que haja uma maturidade emocional sem percalços e sem submissão aos estereótipos sociais. Dessa maneira, é esperado que os dados apontem para uma queda na depressão no Brasil.