O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/10/2017

A linha de montagem humana

A realidade brasileira em relação ao aumento do número de jovens que sofrem com a depressão pode ser comparada com uma figura da mitologia grega, Procusto. Ele era um malfeitor e mandou fazer uma cama com as medidas do seu corpo. Quando capturava uma pessoa na estrada, a amarrava na cama. S e a pessoa fosse maior que a cama, ele cortava o que estava para fora e se fosse maior, esticava até caber nela.

Esse mito pode ser comparado com a forma pela qual a sociedade impõe determinados padrões a serem seguidos, que continua sendo uma emblemática brasileira. As pessoas que não se enquadram nos padrões estabelecidos, são um grande alvo de repressão- o que contribui para vários distúrbios psicológicos e emocionais. As tentativas governamentais de combater esse problema são apenas medidas superficiais, sem nenhuma eficácia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de casos de depressão na América Latina.

De fato, àqueles que necessitam de auxílio de um médico que é especializado no assunto, como neurologistas, psiquiatras e psicólogos, na maioria das vezes não têm acesso aos mesmos, pela defasagem no sistema de saúde pública. Nesse sentido, é papel da população se organizar, fiscalizar e se manifestar, lutando em prol dos seus direitos como verdadeiros cidadãos, a fim de solucionar essa situação.

No entanto, é necessário que a população tenha consciência e não sinta a necessidade de agir de forma errônea, buscando se moldar aos padrões que são propostos, e sim busque a desvinculação dos mesmos. Tudo isso é possível através da divulgação de campanhas pelos meios de comunicação, pelas propagandas em horário nobre, da participação da família na vida do jovem, numa melhoria no sistema educacional a fim de proporcional o desenvolvimento intelectual do indivíduo e, de forma indispensável, a qualificação dos serviços de saúde pública. Afinal, segundo Milton Santos, “Não se deve propor uma sociedade perfeita, e sim melhor”.