O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 17/10/2017
Desde o início do século XXI, o número de quadros depressivos no Brasil foi multiplicado por sete. Esse alarmante aumento - especialmente no jovem - aponta para a chegada de uma tendência que é extremamente danosa para o indivíduo e à manutenção da homeostase social. De fato, é comum que casos dessa patologia se desenvolvam, como no caso do cantor Chester Benington, para o suicídio, sendo imperativo mitigar esse quadro visando a diminuição dos impactos na vida dos envolvidos.
Vale ressaltar, em primeira análise, como a negligência é capaz de fazer com que casos de depressão se alastrem. Ainda prevalece uma cultura que minimiza os sintomas e causas da depressão, ignorando as necessidades do portador dessa doença e por vezes adicionando um fardo à uma mente já sobrecarregada. Porém, por mais que a dificuldade para superar essa visão seja grande, Paulo Freire explicita como através da educação é possível mudar toda uma sociedade.
Outrossim, é possível analisar a ascensão da internet e de redes sociais como possíveis causas do aumento de quadros depressivos. É notório como a popularização desse veículo coincide com o aumento nas taxas dessa patologia. Ao perceber como esses meios divulgam padrões quase inalcançáveis de beleza ou de estilo de vida, é natural que o jovem do outro lado da tela se sinta frustrado. É imperativo, portanto, expor a realidade e retirar o jovem da caverna platônica que propõe a perfeição.
É evidente, dessa forma, que o Ministério da Saúde deve, em campanhas realizadas na TV aberta, ressaltar o caráter patológico da depressão e expor sintomas característicos desse quadro, de maneira que ela seja identificada e tratada. Essa campanha deve ser vinculada ao SUS que deve possuir a disposição psicólogos que realizem consultas populares. Não menos importante, instituições formadoras de opinião como família e escola devem abordar o tema desde a infância, explicando suas causas e demonstrando o poder de superá-lo.