O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 17/10/2017
Para Aristótles, a finalidade de todas as ações humanas é a felicidade. Entretanto, a busca urgente para tal fim, sem uma robustez emocional, impõe aos jovens brasileiros o seu inverso, a infelicidade pincelada em depressão, distúrbio emocional, que devido a sua alta proporção, é considerada um problema de saúde pública.
Tal pressuposto está explícito nas novas formas de relacionamento ofertadas pelo “mundo pós-moderno” e suas consequências na construção e na sustentação emocional dos adolescente atual. Nesse sentido, Baumam afirma que a sociedade da rede é líquida, e como tal, muda de forma e se esvai velozmente. Logo, o jovem que passa cerca de 6h diárias conectado em sites sociais (dados do G1), condena 1/4 de sua vida a fugacidade, a uma felicidade fictícia.
Além disso, os padrões sociais impostos pela coletividade e pela mídia, através desse meio, no qual ele se encontra enredado, intensificam o vazio da busca “aristotélica”. Diante disso, Bourdieu enfatiza que a mídia violenta de forma opressiva, ao criar modelos de felicidade e ao impô-los ao homem. Desse modo, o jovem com ânsia pela aceitação social, ao não consegui-la, se deprime. Como agravante, dados da OMS revela que essa é a principal causa de suicídio no mundo.
Portanto, o aumento expressivo desse mal, que já fora intitulado como “o mal do século” precisa ser atenuado. Com tal objetivo, as escolas devem criar mecanismos de maior interação entre os jovens, ofertando-lhes o contato real e fortalecendo assim os laços de fraternidade. Momentos de socialização com esporte, música e teatro em horários extras são instrumentos eficazes para tal fim. Assim, com esses meios sólidos a felicidade concreta poderá ser alcançada, e o seu avesso distanciado.