O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 17/10/2017

O abstrato que é real

Estamos cientes de que nosso corpo é um complexo emaranhado de reações que visam manter-se em equilíbrio. A depressão consiste em alterações em nosso organismo que refletem diretamente em nosso pensar e agir. Logo, é um mal que assola todo segmento etário da sociedade. Entretanto, percebemos uma ascensão dessa doença na juventude e consequências advindas caso não seja levada a sério.

Observamos, nesse cenário social, uma perspectiva pessimista no que tange aos nossos jovens, uma vez que estão inseridos num estilo de vida atrelado à toda essa tecnologia presente nos dias de hoje. Com isso, passam a viverem inseridos numa realidade que tangencia o imaginário, como se fosse um mundo paralelo, sem fronteiras, onde tudo é permitido. No entanto, tudo isso passa a ser um ambiente fértil para o isolamento social, logo, campo aberto para surgirem outras doenças semelhantes.

Nesse contexto, a interação interpessoal se resume, na maioria das vezes, pelo meio virtual. Como resultado desse estilo de vida, os índices de distúrbios emocionais, como ansiedade, o estresse, por exemplo, tendem a aumentar e isso afeta diretamente a capacidade física e mental de cada um. Como consequência maior, associada diretamente ao quadro de depressão, está o suicídio. Onde muitos, presos no seu próprio mundo, comentem tal ato na incipiência da vida.

Cabe, portanto, deter uma maior atenção no crescimento, permanência e consequências da depressão nos jovens. Dessa forma, as entidades formadoras de opinião, como escolas e universidades, que detém uma grande parte dessa juventude, poderiam realizar palestras com a participação de profissionais da área ao demostrarem o perigo da doença e suas consequências caso não tratada. Para isso o poder público deve dar um suporte, nos serviços de saúde, no que se refere ao tratamento medicamentoso, com terapias e continuado.