O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/10/2017

A depressão é uma doença considerada incapacitante. Seus sintomas interferem no sono, trabalho, estudos e relações pessoais. No Brasil, esse mal vem aumentando de forma alarmante entre os adolescentes. Dentre as causas dessa problemática, estão o preconceito das pessoas quanto à depressão e o bullying praticado nas escolas.

Primeiramente, é necessário reconhecer que há uma certa rejeição da sociedade quanto à doença. É preciso ser feliz, engraçado, divertido e, nesse sentido, a melancolia é proibida. Tal ótica não é recente, uma vez que, durante a Idade Média, a acédia - nome pelo qual a depressão era então conhecida - foi considerada um dos 7 pecados capitais, sendo passível de punição. Infere-se, dessa forma, que a sociedade atual ainda persiste em preconceitos antigos. Isso gera entraves e aumento da problemática, pois a doença é tida como um mal menor ou mesmo confundida com preguiça.

Outro fator preocupante é a perseguição contra os adolescentes no ambiente escolar. O que está envolvido nesse caso não é simplesmente a chacota que se faz em relação ao outro, mas também a perda do vínculo da vítima com uma estrutura de amizade, que é importante em uma fase tão sensível quanto à adolescência. Nesse contexto, quando não há o reconhecimento de um indivíduo que é ignorado no seu existir, é fornecido a ele as condições necessárias para sua desvinculação com a sociedade, abrindo o caminho para a depressão.

É imprescindível, portanto, que o Ministério da Saúde crie campanhas publicitárias esclarecendo a população sobre as causas e prevenção da doença. Palestras ministradas por psicólogos em Igrejas e comunidades também ajudará na disseminação das informações e da quebra do preconceito. Vale ressaltar, ainda, a possibilidade do Ministério da Educação imprimir cartilhas educativas destinadas a pais e alunos, tendo como abordagem a depressão e o bullying. Ademais, professores e diretores poderão receber treinamento especial da Secretaria de Educação para lidar com casos de intimidação e perseguição nas escolas, com o fito de diminuir ao máximo tais ocorrências.